Porque os argentino optam cada vez mais por comida “tecnológicas”?
Alimentos 4.0 – A Ingredion, fornecedora para o mercado de soluções de ingredientes, realizou junto com a consultoria Opinaia um estudo que revela as novas tendências de consumo da América Latina e o potencial de alimentos feitos a base de proteínas vegetais.

O trabalho permite conhecer os hábitos, preferências e opiniões dos consumidores da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru em relação a temas como qualidade de vida, alimentação e sustentabilidade.
O boom dos alimentos 4.0 se baseia na revolução da produção de comidas graças às foodtec (alimentos e tecnologia), firmas que incorporam inteligência artificial, big data e outras tecnologias para recriar de forma quase idênticas sabores, aromas e texturas de alimentos que até o momento eram procedentes de animais, mas, usando apenas plantas.
Saúde e qualidade de vida
Em um contexto mundial sensibilizado pela pandemia do Covid-19, a saúde e o cuidado pessoal são temas do maior interesse na região (42%). Com exceção da Argentina, todos os outros países mencionam a comida ou gastronomia entre as 5 primeiras menções, enquanto na Argentina, aparecem cinema e série, esportes, tecnologia, música e economia.

A nível de América Latina, o interesse por alimentação fica em terceiro lugar (31%), e na Argentina figura na oitava posição (23%).
Por sua vez, na região, 72% dos consultados afirmam que o tema da alimentação lhes “interessa muito”, enquanto que na Argentina o índice é de 58%, dentre os quais 40% interessam parcialmente e a 2% dos entrevistados o tema não lhes interessa.
Apesar desses indicadores, o estudo mostra que 82% dos argentinos se consideram satisfeitos com sua saúde e 78% satisfeitos com sua alimentação. Na região, a satisfação é de 82% para ambos os casos. Além disso, existe um consenso generalizado sobre a importância de alimentar-se bem para estar saudável. Em todos os países analisados, a alimentação é destacada como o aspecto mais relevante para ter uma boa saúde (65%), seguido da realização de atividade física (47%).
Consumo e alimentação
Qualidade, saúde e confiança são os três atributos mais levados em conta pelos consumidores na hora de comprar alimentos ou bebidas, de acordo com os indicadores do estudo. Na Argentina e Chile também se destaca que sejam economicamente acessíveis, enquanto que os peruanos querem também que as marcas informem a origem dos ingredientes.
A nível regional, 67% consideram a sustentabilidade das marcas como muito importante, embora na Argentina o percentual seja de 45%. No Brasil e Peru, mais de 70% requerem uma postura responsável das marcas na questão da sustentabilidade.
Da mesma forma, na Argentina, 58% consideram importante conhecer a origem dos alimentos, enquanto que no Peru esse índice é de 87%, no Chile, 74%, e no Brasil, 73%.

Tanto para alimentos em geral como para alimentos de origem vegetal, o sabor e o reconhecimento dos ingredientes nos rótulos são atributos relevantes. Na Argentina, o sabor é mais importante para os alimentos em geral (49%) que os alimentos de origem vegetal (38%). Por sua vez, quando se trata de uma alimento em geral, 29% consideram importante conhecer todos os ingredientes, e um percentual similar para os produtos de origem vegetal (26%).
Tendências e hábitos alimentares
Um dos pontos mais destacados da pesquisa revela que, em 2020, mais de um terço dos sul americanos se identificam com alguma corrente alternativa de alimentação, onde 37% dos entrevistados da região se declararam em uma dessas correntes (veganismo, vegetarianismo, flexitarianismo, pescetarianismo). Dentre eles, 80% consideram estas correntes mais saudáveis, enquanto que 44% acreditam que previnem contra enfermidades e 39% vêm opções mais variadas de alimentos nessas correntes.
Em média, cerca de dois terços da região consumiu em algum momento, alimento de base vegetal. O estudo evidencia que a predisposição a consumir alimentos feitos com proteínas vegetais é alta, e 89% se mostraram interessados. Na Argentina, o nível de interesse é de 78%, e 22% destacaram que não tem interesse algum em consumir esse tipo de produto.
Quanto aos fatores por trás da decisão, o principal motivo é considerar os alimentos de origem vegetal mais saudáveis: para uma alimentação saudável e cuidar da saúde (56%); depois porque são mais nutritivos (28%) e para provar novos sabores (26%). Na Argentina, Chile e Peru se destaca também a possibilidade de ter opções variadas.
De forma oposta, todos os países da região ressaltaram que o principal impedimento para comprar alimentos de origem vegetal tem a ver com o preço elevado (59%). Em sintonia com isto, os produtos de maior aceitação são massas (74%), iogurtes (73%), bolachas (69%) e sorvetes (69%). Para compreender melhor as barreiras do consumidor, os atributos que esperam são um preço acessível (61%), que seja saboroso (57%) e que sejam disponíveis facilmente nas gôndolas (32%).
















