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Economia Selectus nº 5978

Um panorama sobre o aumento dos preços dos alimentos

Preços dos alimentos - Uma das notícias mais faladas esta semana foram os recordes de aumento nos preços dos alimentos da cesta básica, como o arroz, o feijão, o leite, a carne e o óleo de soja.

Fonte: SuperVarejo
Um panorama sobre o aumento dos preços dos alimentos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os itens que mais subiram no mês de agosto, estão o tomate (12,98%), o óleo de soja (9,48%), o leite longa vida (4,84%), as frutas (3,37%), as carnes (3,33%) e o arroz (3,08%), que já acumula alta de 19,25% no ano.

Esses aumentos já haviam sido comunicados pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na semana passada. Por conta disso, a titular da secretaria, Juliana Domingues, tratou de notificar todos os envolvidos na cadeia de produção para identificar as causas concretas dos reajustes e tomar as respectivas providências. Havendo, por exemplo, as comprovações de aumentos abusivos, que violem os direitos dos consumidores, a Senacon cogita decretar multas que podem chegar a mais de R$ 10 milhões.

A primeira reunião para discutir essas razões foi realizada nesta quarta-feira, dia 9, entre o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o primeiro vice-presidente João Galassi, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, em Brasília. Na pauta Sanzovo defendeu que o setor supermercadista não pode ser responsabilizado por essa alta nos preços, já que eles são reflexos dos problemas de produção e de câmbio, e propôs ao Governo Federal que retirasse a taxa de importação do arroz para atender o mercado interno. A medida já foi acatada, mas o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) decidiu mesmo assim expedir ofícios para o levantamento de dados que serão necessários para checar qualquer abusividade.

Sanzovo fez questão de esclarecer aos jornalistas, no final da reunião, que os supermercados não são os vilões dessa história. “Nós somos a ponta. Estamos próximos ao consumidor. E, assim que sentimos que havia uma pressão muito forte de preços, fizemos um alerta ao governo”, relembra.

Enquanto isso, os supermercados terão que listar quais os produtos da cesta básica que tiveram maior variação no último mês, mencionar os três principais fornecedores desses produtos (incluindo o preço médio praticado por esses fornecedores nos últimos seis meses) e no caso dos três itens com maior reajuste, anexar as notas fiscais que comprovem os valores informados.

No paralelo, a Senacon também pediu ao Ministério da Economia que estude alternativas que permitam uma maior competitividade e oferta aos consumidores. Enquanto todos aguardam os próximos acontecimentos em torno de um cenário mais favorável para o consumidor, o presidente da Abras sugere que o melhor a fazer é substituir, como sempre, esses alimentos com preços mais altos por outros equivalentes e mais viáveis ao bolso.

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