Chile – Qualidade do leite melhora de forma sustentada
Qualidade/Chile – O aumento na concentração de matéria gorda e proteína é um dos aspectos de destaque do Boletim do Consórcio Lechero, revelando os avanços conseguidos pelo setor.

O documento “Setor Lácteo: Produção e qualidade do leite processado no Chile” faz parte dos Indicadores Setoriais 2019, publicação do Consorcio Lehcero que desde 2014 analisa a informação sobre a produção nacional, sob a coordenação de René Anrique.
Estes indicadores setoriais analisam os dados da produção por região e comunidade, número de fornecedores das indústrias, indicadores de qualidade como sólidos (matéria gorda e proteína). Contagem de Células Somáticas (CCS), e Unidades Formadoras de Colônias (CBT, sigla em português) e o avanço nos programas de erradicação de brucelose, tuberculose, leucose e PABCO, de forma a avançar nas metas propostas pelo setor, através do monitoramento da informação de 14 empresas processadores de lácteos, que representam quase 95% da captação nacional de leite, segundo o cadastro relatado pelo Departamento de Estatísticas (ODEPA).
Um dos dados mais reveladores deste monitoramento é o nível dos componentes dos sólidos do leite, a parte comercial mais valorizada pela indústria de laticínios, um indicador que mostra o teor de matéria gorda e proteína, e que vem registrando aumento sustentado na produção nacional.
A meta proposta pelo Consorcio Lechero era conseguir 7,6% de sólidos em 2019, e de acordo com o boletim, o percentual foi de 7,66% a nível de país, o que significa um notável aumento. Em 2012 o percentual era de 7,36%.
Na região sul (La Araucanía a Los Lagos) este percentual foi de 7,7% em 2019, enquanto que na zona central (Bío Bío) foi de 7,2%. Este é um indicador dinâmico, que continuará adequando-se no futuro, à medida que as indústrias valorizam cada vez mais os sólidos. O consumidor está atento à proteína láctea como nutriente e a matéria gorda vem sendo reconhecida pela sua importância do ponto de vista da saúde e da nutrição. “Ambos componentes são reconhecidos economicamente, e impacto no preço pago ao produtor”. Enquanto as indústrias concentram-se nos sólidos para agregar maior valor aos produtos lácteos e ao leite que é distribuído ao consumidor.
Para Octavio Oltra, o melhoramento nos parâmetros é resultado do esforço dos produtores e do apoio tecnológico que recebem tanto em genética como em alimentação, e que agora começam dar frutos.
O documento também apresenta indicadores nacionais sobre o avanço na qualidade higiênica do leite. O manejo sanitário, fruto do trabalho conjunto entre indústria e produtores, apresentando melhoramento nos indicadores CCS e CBT de forma consistente melhorando 20% e 28%, respectivamente de 2014 a 2019.
Também há o avanço com o aumento da quantidade de leite procedente de fazendas oficialmente livres de brucelose (quase 97%) e tuberculose (90%). Por outro lado, hoje 83% do leite do Chile é procedente de propriedades que estão no programa PABCO o que implica em aumento de 38% em relação a 2014.
















