Pular para o conteúdo
TerraViva TerraViva®O site do agronegócio do leite desde 1995
Piracanjuba
Especiais Selectus nº 5960

EUA - Intolerância à lactose

Lácteos/EUA – Com milhões de norte-americanos intolerantes à lactose, os lácteos não deveriam permanecer como um grupo independente nos alimentos recomendados?

Fonte: Food Navigator - Tradução livre: Terra Viva
EUA - Intolerância à lactose

Enfrentando uma difícil batalha, alguns especialistas em nutrição, profissionais da saúde e atletas querem que as Diretrizes Dietéticas de 2020 para os Norte-Americanos retirem os laticínios de sua histórica posição de grupo autônomo de alimentos e passe para uma alternativa dentro das fontes de proteínas.

Na audiência pública realizada no dia 11 de agosto eles argumentaram que classificar os lácteos como um grupo de alimentos está “desatualizado” e “é uma clara discriminação”, contribuindo para múltiplas doenças crônicas relacionadas à dieta, e não apresentando simultaneamente alternativas nutricionais que poderiam ser balanceadas através do consumo de outros grupos de alimentos.

Os apelos ao Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e ao Departamento de Saúde dos EUA diz respeito à recente publicação do Comitê de Diretrizes Dietéticas (DGAC, sigla em inglês), que mantiveram os lácteos como um grupo independente de alimentos. Como tal, o DGAC recomenda no relatório publicado no início desse verão que as Diretrizes Dietéticas para os Norte-americanos, que são atualizados a cada cinco anos, incluam o consumo diário de três porções de laticínios para indivíduos acima de 9 anos de díade, e que o iogurte e queijo sejam os primeiros alimentos complementares a partir de 6 meses de idade. O Comitê acrescentou que um padrão alimentar ideal e saudável para todas as idades inclui laticínios com baixo teor de gordura e sem gordura, juntamente com legumes, grãos integrais, frutas e vegetais.

As partes interessadas da indústria de laticínios elogiaram as recomendações do CGAC e argumentaram que os lácteos devem manter seu status de grupo independente de alimentos, uma vez que possui uma combinação única de nutrientes essenciais.

Os defensores dos intolerantes à lactose, alegam que “36% dos norte-americanos são intolerantes à lactose, o que significa que apresentam sintomas que variam em gravidade – como dificuldade para respirar, diarreia, erupções cutâneas, coceiras e desconforto gastrointestinal sempre que consomem laticínios”. A maioria das pessoas com intolerância à lactose são de cor, com até 80% dos negros norte-americanos, 95% dos asiáticos nos EUA, de 80-100% dos nativos e até 80% dos hispânicos e latinos incapazes de lidar com laticínios, disse o campeão do NBA, John Salley, que representou o Comitê dos Médicos para Medicina Responsável.  

“Leite é associado com muitos resultados benéficos para a saúde”.

Durante a reunião, os defensores dos laticínios elogiaram a categoria como oferecendo “benefícios nutricionais e de saúde incomparáveis”, incluindo como uma das principais fontes de cálcio, vitamina D e potássio acessível para a maioria dos norte-americanos.

“Os laticínios estão associados a muitos resultados benéficos para a saúde dos adultos, incluindo redução do risco de fraturas de quadril, diminuição do risco de doenças cardiovasculares, resultados favoráveis relacionados ao peso corporal e risco de obesidade e menor risco de câncer colorretal”, disse Miquela Hanselman do Federação dos Produtores de Leite [NMPF].

Hanselman, e o representantes do USDEC e da IDFA elogiaram a postura do DGAC para as recomendações do consumo de três porções diárias de lácteos. Lamentaram, no entanto, a baixa adesão dos norte-americanos à recomendação, pois cerca de 88% das população não chega ao consumo desejável.

Acrescentaram também, que as recomendações do governo devem considerar as novas descobertas da ciência em relação aos níveis de gordura do leite, o que a DGAC não levou em consideração.

G100
Publicidade
Tirolez
Publicidade
Arla Foods Ingredients