Reino Unido – AHDB faz projeção sobre as exportações de lácteos
Exportações/RU – As exportações de produtos lácteos devem cair 4,1% em 2020, de acordo com a Organização da Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Isso pode ser a contração mais acentuada dos últimos 30 anos, se se confirmar. A demanda por importações cai em inúmeros países, observa Katherine Jack, uma analista da do Conselho de Desenvolvimento da Agricultura e Horticultura (AHDB) do Reino Unido (RU).
As importações em geral devem cair diante das interrupções do mercado ocorridas relacionadas às desacelerações econômicas generalizadas. O acentuado declínio deve vir da China, Argélia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Vietnã e México. Isso pode ser ligeiramente compensado pelo aumento das importações de países como Canadá, Indonésia e República da Coreia. Mas o que isso significa para o RU?
De um modo geral essas movimentações terão pouca impacto nos volumes de lácteos exportados do RU, uma vez que a grande maioria de nossas exportações são destinadas à União Europeia (UE), 91% em 2019. Em 2019, os seis países que reduzirão os volumes representaram 3,1% dos volumes exportados pelo RU, e os três que irão aumentar compraram apenas 0,2%.
No entanto, as perdas serão mais perceptíveis em mercados específicos e para empresas individuais. Por exemplo, a China e a Argélia são grandes importadores de leite em pó e são mercados relativamente importantes para os exportadores do RU. Em 2019, o RU exportou cerca 8.000 toneladas de leite em pó e concentrados para cada um desses países, e juntos foram responsáveis por 10% dos volumes embarcados e 27% das divisas obtidas, destaca Jack.
Do lado do crescimento de acordo com as expectativas da FAO, o Canadá é um importante destino dos queijos premium do RU. Das 1.800 toneladas exportadas para o Canadá em 2019 apenas 1% eram de queijos do RU naquele ano. No entanto, o preço médio foi de £7.700/tonelada (US$ 8.542/tonelada), sendo assim, um mercado bem valioso para algumas empresas.
Embora uma quantidade relativamente pequena de lácteos do RU seja exportada para fora da UE, ela pode sofrer influência das mudanças nos níveis de importação globais nos preços. Se os suprimentos de exportação mundiais ficarem desequilibrados por não conseguirem se ajustar à demanda, isso pode limitar o volume de embarque do RU, exercendo uma pressão negativa sobre os preços, concluiu Jack.
















