Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da Europa - Relatório 29 de 16/07/2020
Leite/Europa – O mês de julho, tradicionalmente, é um período de férias na Europa. Este ano parece não ser diferente, exceto pelo fato de que muitas pessoas estão ficando mais perto de casa, ou simplesmente não viajam.

A produção sazonal na Alemanha retornou à tendência de queda, interrompendo um período de estabilidade. Avaliações preliminares apontam que mesmo em declínio, a produção este ano está acima dos volumes verificados no ano passado. Isso também vale para a França.

Analistas da União Europeia (UE) acreditam que a produção anual do bloco crescerá 0,7% neste ano se os preços da alimentação animal ficarem perto dos níveis atuais e as chuvas continuarem mantendo a produtividade das pastagens.
A expectativa é de que no segundo semestre, o volume extra produzido irá para fabricação de leite em pó desnatado (SMP) e manteiga. É esperado o aumento da demanda de exportação desses dois produtos.
Recente análise publicada pela Comissão Europeia, observou que o mercado lácteo no ano financeiro 2019/20 os melhores retornos foram proporcionados por uma combinação de queijo, manteiga e soro de leite. O próximo melhor retorno será a produção combinada de SMP, creme, depois leite em pó integral (WMP) e manteiga.
Os efeitos remanescentes do Covid-19 são as vendas de queijo. Continuam baixas para os serviços de alimentação, enquanto a demanda nas lojas de varejo e de refeições prontas está em alta. O resultado deverá ser um consumo ligeiramente menor na UE. No entanto, as indústrias afirmam que existe um forte interesse de compras pelo Japão e Reino Unido, o que pode aumentar as exportações totais utilizando o queijo não vendido na UE.
Os pedidos de ajuda para o programa de armazenamento privado (PSA) deste ano, que durou de 7 de maio de 2020 a 30 de junho de 2020, totalizou 47.711 toneladas, de acordo com a Eucolait. Isso representou 48% das cotas liberadas. Atingiram a cota máxima, Bélgica, Irlanda, Estônia, Itália, Suécia, Lituânia e o Reino Unido. Entre os maiores fabricantes, a Alemanha usou 4% de sua cota, a França, 48%. Somente a Polônia não usou nada.
















