Ásia – Leite aumentará na próxima década
Leite/Ásia – Impulsionado pelo aumento da demanda por leite frresco integral na Ásia, o mercado continua com tendência no aumento do consumo na próxima década, de acordo com o relatório do IndexBox “Ásia – Whole Fresh Milk – Market Analysis, Forecast, Size, Trends and Insights.

De acordo com as projeções da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a produção de leite na Ásia deverá crescer 2% em 2020 dada à expectativa do crescimento na Índia, Paquistão e China, enquanto poderá haver declínio na Turquia.
Depois de quatro anos de crescimento, o mercado asiático de leite fresco integral variou -2,1% para US$ 309,6 bilhões em 2019. O valor do mercado aumentou à média anual de +4% na última década. O crescimento mais acentuado foi em 2010, com aumento de 15% ao ano. Durante o período em análise, o mercado atingiu o nível máxico de US$ 316,1 bilhões em 2018, para cair ligeiramente no ano seguinte.
A Índia (198 milhões de toneladas) permanece sendo o maior mercado de leite fresco integral na Ásia, sendo responsável pelo consumo de 54% do volume total da região. Além disso, o consumo de leite freco integral na Índia excedeu em quatro vezes os números registrados pelo segundo maior consumidor, o Paquistão (47 milhões de toneladas). A teceira posição nesse ranking é ocupada pela China (35 milhões de toneladas), com 9,6% de participação.
De 2009 a 2019, a taxa média anual de crescimento em termos de volume na Índia totalizou +5,4%. Os demais países consumidores registraram as seguintes taxas médias anuais de consumo: Paquistão (+3,2%) e China (-1,2%). Em termos de valor, a Índia (US$ 146,8 bilhões) liderou o mercado sozinha. A segunda posição foi ocupada pelo Paquistão (US$ 37,3 bilhões), seguido pela China.
Os países com os mais elevados níveis de consumo de leite fresco integral per capita em 2019 foram Uzbequistão (339 kg por pessoa), Turquia (281 kg por pessoa) e Paquistão (231 kg por pessoa).
A Índia, o maior produtor mundial de leite, deve aumentar a produção em 2,6% ou cinco milhões de toneladas. O aumento esperado para este ano reflete o esforço de uma vasta rede de cooperativas rurais que foram mobilizadas para manter a coleta de leite durante a pandemia. Dada a perda de vendas para os serviços de alimentação devido o isolamento social estabelecido para conter a disseminação do Covid-19, grandes volumes de leite foram enviados para transformação em pó, fazendo com que as fábricas de secagem operassem com praticamente toda a capacidade instalada.
Na China, onde o setor está se recuperando desde 2018, projeta-se que a produção de leite aumente em quase 3% em 2020, em meio à consolidação contínua de fazendas e o aumento da eficiência das grandes empresas de laticínios. A introdução de padrões rigorosos de segurança alimentar pelo governo também aumentou a confiança do consumidor no leite chinês, o que ajudou a consolidar o crescimento da produção doméstica.
















