Dívida Ecológica Global caiu para o menor nível desde 2005
Meio ambiente – Segundo a Rede Global Footprint, em 2020 o dia da Dívida Ecológica Global (Earth Overshoot Day) será dia 22 de agosto, o nível mais baixo desde 2005, devido o impacto das paralisações globais decorrentes da pandemia do Covid-19.

“O Dia da Dívida Ecológica Global do ano passado, ocorreu em 29 de julho. A redução interanual prevista para 2020 representa a maior variação ocorrida desde o início da medição do indicador no início da década de setenta, disse um comunicada da Global Footprint Network, uma organização internacional com sede nos EUA e Suíça encarregada da elaboração do indicador.
O Dia da Dívida Ecológica Global marca a data estimada na qual a demanda anual da humanidade por recursos e serviços ecológicos excede o que a Terra pode regenerar durante este mesmo ano. Isso implica, portanto, que a demanda posterior ao 23 de agosto – considerando o cenário para 2020 – se sustentará com base em um déficit ambiental.

O principal fator que explica a mudança é, segundo o Global Footprint Network, a redução da “pegada de carbono” promovida pela queda nas emissões de gases de efeito estufa nos setores de geração de energia, transporte e indústria.
O Dia da Dívida Ecológica a nível global começou a crescer no início da década de setenta para só ser interrompida com a recessão mundial no começo dos anos oitenta. Logo depois voltou a aumentar de forma ininterrupta para ficar estagnada durante a crise financeira global de 2008/09. Na última década o indicador ficou praticamente estabilizado entre o final de junho e início de agosto.

Déficit (vermelho) e Reserva (verde) ecológica. Um déficit ecológico ocorre quando a pegada ecológica de uma população excede a biocapacidade da área disponível para a mesma. Do outro lado existe a reserva ecológica quando a biocapacidade de uma região supera a pegada ecológica de sua população. Global Footprint Network.
Os principais desequilíbrios ecológicos são registrados no Hemisfério Norte. Todas as nações sul-americanas – com exceção do Chile, Venezuela e Guiana Francesa – Austrália e Nova Zelândia são regiões, segundo a Global Footprint Network, contam com superávit ecológico.
Estados Unidos, Europa, Oriente Médio, Norte da África, Índia e China registram elevados déficits ecológicos, o que implica que a população que reside nessas áreas excede a biocapacidade presente nas mesmas e precisa compensar o desequilíbrio por meio do comércio, liquidação de ativos naturais ou emissões excessivas de dióxido de carbono.
















