Argentina – Com maiores custos e sem reajuste de preços
Indústria/AR – Sem reajuste de preços desde novembro passado, incluindo os tabelados pelo governo em março último, a Mastellone Hermanos, que controla entre outras marcas a emblemática “La Serenísima”, perdeu no primeiro trimestre do ano AR$ 1.470,4 milhões, [R$ 124 milhões].

É a informação que consta no relatório financeiro entregue à Comissão Nacional de Valores (CNV).
A perda da empresa superou os prejuízos dos dois últimos anos no mesmo período. No primeiro trimestre de 2018 ficou AR$ 227,8 milhões, [R$ 19,31 milhões], no vermelho e no primeiro trimestre de 2019 o resultado negativo foi de AR$ 661,1 milhões, [56 milhões].
Mas, além da perda, a empresa disse que, no contexto da quarentena, melhorou suas vendas embora isso não tenha resultado em maior rentabilidade. Embora considere que os efeitos da pandemia sejam “incertos”, destaca que o novo trimestre é “alentador” pelo crescimento das vendas no mercado interno.
“Os resultados da companhia durante o primeiro trimestre de 2020 foram afetadas pelo comportamento do consumo e a falta de reajuste de preços diante do aumento dos custos”, informou a Mastellone.
Acrescentou no relatório à CNV, que a queda do consumo que vinha ocorrendo desde 2019 impactou nos volumes vendidos “durante grande parte do primeiro trimestre de 2020”. Diante dessa situação recorreu a bonificações pontuais para os clientes “com os consequentes impactos na rentabilidade”.
Em outra parte do relatório, a Mastellone Hermanos diz que também exportou mais, mas, de novo, isso não significou melhora na rentabilidade. Isto porque em meio à pandemia o preço do leite em pó baixou de US$ 3.100 para US$ 2.550 a tonelada e, houve o retorno das retenções. As exportações de leite em pó estão sendo tributadas em 9%.
“Registramos aumento nos volumes exportados na comparação interanual. No entanto, em matéria de rentabilidade o resultado foi radicalmente diferente”, acrescenta o relatório.
















