Tem 5.000 anos que o ser humano consome leite na África Oriental
Leite – Alguns movimentos afirmam que não é natural o consumo de leite por parte dos humanos porque nenhum mamífero o faz depois de crescer, mas, na realidade é que muitos mamíferos têm comportamentos que os humanos não acompanham e vice-versa.
No caso do leite é verdade que à exceção do homem os mamíferos adultos deixa de beber leite, mas, esse é um costume que acompanha a humanidade há muito tempo. Na África Oriental 5.000 anos atrás os lácteos já estavam incorporados à dieta básica, além de ser um alimento fundamental e básico para milhões de pessoas pobres no mundo.
Pesquisadores da Universidade de Washington em St.Louis (EUA) concluíram que o consumo de leite animal era “essencial para os pastores da África Oriental” há pelos menos 5.000 anos, segundo um estudo realizado em territórios onde atualmente estão Quênia e Tanzânia. A descoberta joga um pouco de luz sobre a evolução do homem.
A universidade publicou que uma equipe de antropólogos, “depois de escavar” e estudar as “cerâmicas em todo o leste da África, analisaram os resíduos dos lipídeos orgânicos que ficaram, e verificaram evidências de processamento de leite, carne e plantas”.
A equipe de pesquisa foi composta pela professora Katherine M.Grillo (assistente de antropologia na Universidade da Flórida e doutora pela Universidade de Washington em 2012), Fiona Marshall (da Universidade de Washington), os professores James W. e Jean L.Davies (de Artes & Ciências), e Julie Dunne (Universidade de Bristol do Reino Unido).
Katherine Grillo disse que esta é “a primeira evidência direta que temos sobre o processamento de leite ou plantas pelas antigas sociedades pastoras na África Oriental”.
“As pegadas de leite em vasos antigos confirmam a história contada pelos ossos sobre como viviam os pastores na África Oriental entre 5.000 e 3.000 anos atrás, uma área ainda famosa pelo pastoreio de gado e a forma de vida de pessoas como Maasai e Turkana”, acrescentou Fiona Marshall.
Avaliou que os humanos “não foram realmente projetados para beber leite quando adultos” e que “a maioria dos mamíferos não o fazem”, entretanto, “acreditamos que as pessoas que passaram por mutações que as permitiram digerir leite fresco sobreviveram melhor entre os pastores na África. Mas existem muitas coisas que não sabemos sobre como, onde e quando isso aconteceu. É importante porque ainda não confiamos em nossa genética para poder beber leite de vaca fresco quando adultos”.
A pesquisa mostra, pela primeira vez, que os pastores que se especializaram em gado, em lugar de caçar na abundante vida silvestre de Mara Serengeti, certamente estavam bebendo leite.
“Uma das razões pelas quais os pastores tiveram tanto êxito em todo o mundo é que os humanos desenvolveram a persistência da lactase, a capacidade de digerir o leite devido à presença de alelos específicos”, disse Grillo.
O desenvolvimento de pastores na África também é o único, onde as sociedades de pastores viviam em áreas inadequadas para a agricultura.
As universidades da Flórida e de Bristol também publicaram informações a respeito.
















