UE/Brasil – Balança de agroalimentos favorável ao Brasil
UE/Brasil – A balança comercial de agroalimentos comunitária com o Brasil, sempre é negativa para a União Europeia (UE). As importações do Brasil em 2019 superaram em 6,4% em valor as exportações comunitárias e em volume 20%.
No entanto, o preço médio comunitário de exportação é o triplo das importações: € 1.589/tonelada de exportação frente a € 500/tonelada de importação, o que indica maior valor dos produtos exportados como vinhos, azeites, e conservas de frutas e hortaliças que representam 43%. Em relação às importações, café e soja, representam mais de 57% do setor agroalimentar.
A Espanha fica em segundo lugar como exportador com cota de 14% e segundo como importador 14,4%. O valor das importações supera em 6,5% às exportações e 32% em volume, revelando o maior valor agregado aos produtos exportados como o setor hortifrutícolas e azeite de oliva, frente às importações, principalmente de soja e milho.
O maior exportador para o Brasil é Portugal devido ao azeite que exporta. No entanto, a Espanha é o maior produtor e exportador de azeite do mundo e produz 12 vezes mais que Portugal. Este mercado poderia ser uma oportunidade para o azeite espanho.
O acordo político de Livre Comércio UE x Mercosul de 28 de junho de 2019, condicionado aos acordos sobre o clima (não apoiado pelo Brasil), junto com outros temas de atritos: organizações sociais, eurodeputados, entidades representativas do setor agropecuário e alguns Estados Membros como França, Irlanda, Bélgica e Polônia, manifestaram preocupação com o risco que o Acordo representa para o setor agropecuário: tendo o Brasil um destaque na produção de muitos produtos agropecuários, principalmente carne bovina e açúcar. Relatório completo do comércio UE/Brasil.
















