A paralisação do transporte mundial faz o preço do milho cair
Paralisação – A pandemia do Coronavírus reduziu muito o transporte de pessoas e mercadorias ao nível mundial. Em consequência, caiu o preço do petróleo, que esta semana chegou ao menor nível dos últimos 20 anos.
Os biocombustíveis foram arrastados nessa queda e a demanda de milho para a produção de etanol foi reduzida. A Agência de Energia dos Estados Unidos anunciou esta semana que estão produzindo 9.000 barris de etanol a menos por dia do que na semana anterior. A previsão é de que esta redução se mantenha na próxima semana. Muitas fábricas estão parando ou reduzindo as horas de trabalho. Os estoques são os quartos mais altos já registrados.
O resultado reflete no preço do milho que vem registrando quedas na Bolsa de Chicago também nas bolsas europeias. É preciso lembrar que 40% do milho produzido nos Estados Unidos é destinado à produção de etanol.
Quanto à soja, até o momento suas cotações estão em equilíbrio, com fatores a favor e outros contra. De um lado, a queda no preço do milho pode reduzir a demanda de soja para a alimentação animal, a favor do milho. Mas, também a baixa no preço do petróleo pressiona o biodiesel, cuja produção é destinada, em parte para a colheita da soja. Também seguraram os preços os prognósticos meteorológicos no Brasil e Argentina, que são dois dos grandes produtores de soja mundiais, anunciando a falta de chuvas e os rumores de que a China poderia voltar a importar soja dos Estados Unidos.
















