UE rejeita seguir EUA e criar lista de países não mais em desenvolvimento
UE rejeita lista - Problema - Na verdade, a própria UE passou a ter problema com o anúncio feito esta semana pelos EUA com sua lista de países que agora não mais considera em desenvolvimento. A Bulgária e Romênia, membros da UE, foram incluídos ao lado do Brasil, China, Índia, África do Sul e outros emergentes. Para o embaixador, porém, a revisão dessa lista americana ainda está em curso “e não há uma decisão final tomada”.
Defesa comercial - Em todo caso, a UE já reforçou em 2018 sua defesa comercial (antidumping e antisubsídio) veladamente para frear importações originárias da China, mas que na verdade pode aplicar contra qualquer país que Bruxelas considerar que produz com enormes distorções.
Abriu mão - A China chegou a abrir uma disputa na OMC contra a nova regulamentação. O Brasil entrou como terceira parte e reclamou da nova metodologia europeia, justamente pela flexibilidade eventual de seu uso. Depois Pequim pediu a suspensão da disputa, quando percebeu que iria perder diante dos juízes.
Inquietação - Enquanto o governo brasileiro tenta mostrar tranquilidade sobre a decisão de Trump, anunciada esta semana, no lado do setor privado a inquietação persiste. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) nota que a lista unilateral de países alvejados por Washington é inconsistente com as obrigações americanas na OMC e pode prejudicar a indústria exportadora brasileira.
Afirmações - A CNI destaca que a decisão contraria afirmações dos próprios EUA feitas num Conselho Geral da OMC em outubro do ano passado, de que sua proposta de graduação de países em desenvolvimento não se aplicava a acordos existentes na entidade global.
Conflito - A entidade do setor industrial aponta também conflito com declaração do Brasil de que sua renúncia ao tratamento especial e diferenciado na OMC, para ter o apoio americano na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), não implicava alteração ou redução das flexibilidades já existentes nas regras vigentes da OMC.
Sobretaxas - Conforme a CNI, o Brasil sofre quatro sobretaxas por acusação de subsídio nos EUA, atualmente, todas concentradas no setor siderúrgico, afetando fio máquina carbono e de certas ligas de aço; laminados a frio; laminados a quente, e peças fundidas para construção.
















