Perspectivas do USDA sobre o mercado lácteo da América do Sul – Relatório 51 de 20/12/2019
Leite/América do Sul – Nas duas últimas semanas, o clima quente e seco foi prevalente na Argentina, limitando a umidade para o desenvolvimento das culturas de milho e soja, acelerando a secagem e colheita de grãos de inverno.
Enquanto isso, chuvas moderadas e fortes mantiveram as condições favoráveis para a soja e a primeira safra de milho nas áreas produtoras do centro e sul do Brasil. O volume e a qualidade das forrageiras são boas ou regulares nas principais bacias leiteiras do continente.
Os custos de concentrados permanecem relativamente baixos, enquanto o preço ao produtor é aceitável para a maioria dos produtores de leite, de forma a obter margens justas entre receitas e custos.
A produção ao nível de fazenda é sazonalmente em declínio na Argentina, Uruguai, mas, encontra-se estabilizada no Brasil. A oferta de leite é suficiente para atender as necessidades de processamento de leite engarrafado, incluindo UHT, em todo o Cone Sul. Mas, com chegando as férias escolares de verão, as vendas de leite engarrafado/UHT caem.
Em todo o continente existe escassez na oferta de creme, pois está havendo queda nos teores de proteína e matéria gorda, dado que as elevadas temperaturas do verão afetam o conforto das vacas. Portanto, os produtos industrializados que tenham o creme como base, como manteiga, sorvete e doce de leite, foi um pouco reduzida em algumas plantas. Apesar disso, os pedidos de queijos e manteiga para as festas de fim de ano pelos varejistas e alguns canais de food service foram entregues, resultando em considerável queda dos preços no mercado spot, principalmente para leite em pó.


















