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Governo reconhece que Argentina ficará em recessão "durante um tempo"

Recessão - O ministro da Economia da Argentina, Nicolás Dujovne, reconheceu ontem que a economia do país ficará em recessão "durante um tempo", mas que as políticas do presidente Mauricio Macri conseguiram "evitar uma crise". "Sabemos que temos meses difíceis pela frente.

Fonte: Agência Brasil

Mas também sabemos que, sem essas medidas, teria sido muito pior. Conseguimos evitar uma crise", declarou o ministro à rádio La Red. "A economia argentina está em recessão, cará em recessão por um tempo. O importante é que temos um 'piloto de tempestades', o presidente, que realmente, com muita coragem, decidiu avançar nas medidas que eram necessárias para estabilizar a situação", alegou Dujovne. Para o ministro, essa solução passa por "acelerar o caminho para o equilíbrio fiscal", razão pela qual o governo enviou ao Congresso um projeto de lei de orçamento para o próximo ano com equilíbrio fiscal primário.

"Agora temos uma política monetária muito restritiva, por muitos meses, de tal maneira a estabilizar a moeda, que estava muito enfraquecida nos últimos meses", armou. O ministro reiterou que a Argentina teve em 2018 um conjunto de eventos como a seca – que afetou fortemente a produção agrícola – e a volatilidade internacional, o que foi "muito duro" para o país, já que não tinha terminado de "corrigir os desequilíbrios" econômicos. Dujovne também ressaltou que os escândalos de corrupção envolvendo grandes empresários e funcionários dos governos de Néstor e Cristina Kirchner afetaram a confiança dos investidores. A tempestade econômica vivida pela Argentina provocou, no segundo semestre deste ano, uma queda anualizada de 4,2% no Produto Interno Bruto (PIB), o que interrompeu uma sequência positiva de quase um ano. No final de abril, com o começo da desvalorização do peso em relação ao dólar e ao euro, o governo decidiu pedir ajuda financeira ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para acelerar as reformas e tentar acabar com o déficit.

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