Selectus 3886 (03/02/2012)

Destaque

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Preços  - Em janeiro deste ano, em pleno pico da safra, quando o preço do leite ao produtor geralmente despenca, o litro ficou 13,99% mais caro na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq). O motivo do encarecimento é o aumento do consumo de lácteos. Em janeiro do ano passado, o leite era vendido pelos produtores de Minas por R$ 0,7211, valor 18,23% maior do que o do mesmo período de 2010. A pesquisadora do Cepea/Esalq Aline Ferro, lembra que, em 2011, os produtores enfrentaram problemas climáticos. No período chuvoso, houve forte estiagem em diversas regiões, o que impediu a queda expressiva dos preços. Apesar de o leite estar saindo mais caro das fazendas, houve queda expressiva no varejo. (Hoje em Dia)

Consumo - Na ponta do consumo, os preços recuaram para R$ 1,87 desde o fim de 2010, se aproximando do patamar de R$ 1,85 por litro, conforme a pesquisa de cesta básica apurada pela Secretaria Municipal Adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional de Belo Horizonte. O diretor executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do Estado de Minas Gerais (Silemg), Celso Moreira, analisa que, com a demanda em alta, os produtores estão sendo mais bem remunerados agora. Dados do Silemg revelam aumento de 6,39% no consumo de produtos lácteos em todo o país entre 2009 e 2010, passando de 29,5 bilhões de litros para 31,5 bilhões de litros. Esses dados incluem leite sem tratamento e pasteurizado, UHT, em pó, queijo e outros produtos. Os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes aos três primeiros trimestres de 2011, dão conta de um aumento de 3,2% no consumo de leite pasteurizado na comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda passou de 15,4 bilhões de litros para 15,9 bilhões, 500 milhões a mais. (Hoje em Dia)

Piracanjuba - A Piracanjuba – uma das maiores marcas do segmento lácteo brasileiro – conquistou o prêmio Produto do Ano 2012 com a Linha Quinoa e Linhaça. O produto, lançado em maio do ano passado, associa os benefícios do leite, da quinoa e da linhaça aos nutrientes das frutas. O Prêmio é concedido após uma ampla pesquisa realizada entre consumidores brasileiros por meio da consultoria Produto do Ano. A cerimônia oficial de premiação dos vencedores aconteceu no último dia 30 de janeiro, em São Paulo. (Laticínios Bela Vista) CLIQUE AQUI para mais informações

Captação/MG  - Principais estados fecham 2011 com captação de leite em queda. Nos sete principais estados produtores, a redução foi de 2,2%. Em Uberlândia, Minas Gerais, a queda foi ainda maior, 2,8%. No Triângulo Mineiro, o índice de queda chegou a 3%. Cenyldes Vieira, que é presidente da Cooperativa Agropecuária de Uberlândia, explica que a queda foi motivada por vários fatores como o baixo preço recebido pelo produtor nos últimos anos, que desestimulou os investimentos na atividade. Outro fator importante é a concorrência com outras commodities agrícolas da região, que tem feito o produtor migrar para atividades mais lucrativas. Tem ainda a questão do aumento do custo de produção, devido ao preço das commodities, e o fator climático, por causa da baixa incidência de chuvas tanto no final de 2010 quanto no ano de 2011. O produtor está recebendo em média na região em torno de R$ 0,85 e a expectativa a curto prazo em termos de captação de leite e preço pago ao produtor é a tendência de um cenário de preços estáveis. (Globo Rural)

Seca/RS  - Nenhum município modelo para a produção leiteira escapa da estiagem. Com 120 mil litros ao dia, Três de Maio aderiu ao Programa Produtividade e Qualidade do Setor Lácteo, e elevou a produção local com tecnologia e manejo. Mas as metas irão sofrer atraso pela chuva escassa. O programa objetiva, em dez anos, duplicar a produtividade média que hoje é de 8 litros de leite/animal/dia. O segredo para isso está no manejo da pastagem, alimentação do gado e sanidade. E a seca não permite o manejo, impede a alimentação adequada. Com isso, o recuo chega a 30% da produção. (Correio do Povo/RS)

Oceania - A produção de leite na Oceania continua com tendência de baixa, mas, não muito acelerada. Na Nova Zelândia o clima está bastante favorável para a produção de leite, e a projeção de aumentar entre 3 e 4% continua. Alguns manipuladores já trabalham com alguma coisa acima de 4%. Na Austrália, as variações de temperatura não estão impactando muito sobre a produção. Os dias quentes e úmidos são compensados por outros de sol, e temperaturas amenas. A produção acumulada no primeiro semestre da temporada, encerrado em dezembro, ficou 3,5% acima da produção do ano anterior. Assim, analistas e produtores acreditam que a captação desta temporada será entre 2 e 3% acima da temporada 2010/11. Os estoques estão todos praticamente comprometidos, e as compras continuam fortes. Veja abaixo a tabela e CLIQUE AQUI para ver o gráfico. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

Europa - A produção de leite na Europa Ocidental está com tendência de alta nas últimas semanas. Os volumes coletados pelas indústrias na Alemanha, França, Áustria, Holanda e Inglaterra, em dezembro, superaram os de um ano antes. Os produtores estão monitorando as baixas temperaturas verificadas nos últimos dias, para avaliar o impacto sobre os animais, e consequentemente sobre a produção. Os preços continuam relativamente elevados. A estabilização dos preços dos alimentos com margens positivas criam oportunidades para o crescimento do leite. A indústria opera dentro do normal, fabricando o mix de produtos. A valorização do Euro nas duas últimas semanas começa a prejudicar alguns negócios que estavam em curso. Na Europa Oriental, o frio predomina. A indústria começa a contabilizar quedas na captação. A oferta de todos os produtos está adequada à demanda. O soro de leite excedente é negociado no mercado externo. Veja abaixo a tabela e CLIQUE AQUI para ver o gráfico. (Usda – Tradução Livre: Terra Viva)

Negócios

DuPont - A multinacional DuPont anunciou hoje que vai investir US$ 10 bilhões em pesquisa e desenvolvimento de alimentos até 2020. Além disso, a companhia pretende lançar mais de 4.000 produtos no período para incrementar o valor nutricional e o prazo de validade dos alimentos e reduzir desperdícios. A companhia disse ainda ter estabelecido objetivos de segurança alimentar que envolvem inovação, educação e desenvolvimento de comunidades rurais. (Agência Estado)

Foodex/Japão  - O Ministério da Agricultura promove a primeira missão comercial de 2012 no próximo mês. Produtores, empresários e representantes do governo participarão da 37 Exposição Internacional de Alimentos e Bebidas - Foodex Japão, entre 6 e 9 de março, em Chiba. O estande brasileiro terá produtos de 40 empresas de diversos setores. (Correio do Povo/RS)

Sara Lee  - O lucro da companhia norte-americana de alimentos caiu 44% no segundo trimestre fiscal, encerrado em 31 de dezembro. Vendas menores do que o esperado prejudicaram as margens da empresa. A Sara Lee lucrou US$ 469 milhões, ou 79 cents por ação, no período, ante US$ 833 milhões, ou US$ 1,30 por ação, obtidos um ano antes. Excluindo itens como encargos de depreciação e ganhos ou perdas na venda de negócios, o lucro ajustado subiu de 21 cents para 27 cents. (Agência Estado)

Setoriais

Agronegócio - Os primeiros números da balança comercial do ano assustaram. E o agronegócio, tradicional alimentador de superavit, pode não participar, em 2012, com o mesmo ritmo de 2011. Externamente, os preços da soja se mantêm acima dos US$ 12 por bushel (27,2 quilos), superiores à média histórica, mas 16% inferiores aos de janeiro de 2011, conforme as cotações de ontem na Bolsa de Chicago. O trigo cai 23%, e o milho, 4% no período. Em Nova York, o açúcar, outro importante item da pauta de exportação, tem queda de 34% sobre janeiro de 2011. O café cai 14%. Seca no Sul e problemas econômicos na zona do euro fizeram a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) rever para baixo as estimativas do setor. Mesmo assim, Fábio Trigueirinho, secretário-geral da entidade, diz que "este ainda será um bom ano, com mercado e preços firmes". (Folha de SP)

Safra - A safra, prevista inicialmente para 74,6 milhões de toneladas, deverá recuar para 71,9 milhões. Os estoques iniciais caem para 3 milhões de toneladas. Moagem interna e exportações também caem e esse ritmo menor vai fazer com que as divisas recuem 17%, para US$ 20,2 bilhões. "É uma queda, mas os números ainda são muito bons", diz Trigueirinho. "Os US$ 24,2 bilhões de 2011 foram um ponto fora da curva. "De fato, se as estimativas da Abiove se confirmarem, as receitas externas com a soja ainda serão 15% superiores às de 2009 e de 2010. O secretário-geral da Abiove alerta, no entanto, para o fato de que é cedo para estimativas sobre quebra de safra e de exportações. "Não se tem muita segurança nessas avaliações porque está difícil quantificar as perdas. "De outro lado, no entanto, "temos os chineses, que continuam adquirindo nossa soja", afirma Trigueirinho. (Folha de SP)

Máquinas - O setor de máquinas e equipamentos agrícolas vive os reflexos do bom momento da agricultura em 2011. As vendas das indústrias para as concessionárias tiveram bom desenvolvimento. A entrega de colheitadeiras atingiu 604 unidades no mês passado, um volume 41% superior ao de igual mês de 2011. Já as vendas de tratores atingiram 3.317 unidades em janeiro, um número 7% superior ao de igual período de 2011, conforme informações do mercado. (Folha de SP)

Fertilizantes - A demanda brasileira por fertilizantes aumentou 15,5% para 28,326 milhões de toneladas em 2011, um novo recorde, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Em 2010, o volume de fertilizantes acabados entregues ao consumidor final foi de 24,516 milhões de toneladas. A produção doméstica de fertilizantes intermediários (usados na fabricação dos acabados) aumentou 5,6%, para 9,86 milhões de toneladas, de 9,33 milhões de t. Já as importações de intermediários deram um salto de 29,8%, a 19,842 milhões de toneladas, de 15,282 milhões de t em 2010. Ainda de acordo com dados da Anda, a relação de troca (quantidade de produto agrícola necessária para adquirir uma tonelada de fertilizante) piorou em cinco produtos e melhorou em outros cinco em 2011. (Agência Estado)

Economia

Sacolas Plásticas  - O Procon-SP se mantém irredutível em relação à distribuição gratuita das sacolinhas de plástico no varejo. A entidade vai propor que as sacolas continuem sendo oferecidas sem custos aos clientes dos supermercados até 15 de março. Vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o Procon-SP vai contra o acordo fechado entre a Associação Paulista de Supermercados e o governo do Estado de São Paulo que, desde o dia 25 de janeiro, proibiu a distribuição gratuita das sacolas de plástico comuns no varejo. O acordo foi conduzido pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, como forma de diminuir o descarte de plástico no meio ambiente. (Valor Econômico)

Globalização e Mercosul

Leite Maltado  - O produto mais vendido da GlaxoSmithKline na Índia não é um medicamento para o tratamento da asma ou do câncer. É um leite maltado chamado Horlincks. A marca é a bebida embalada mais vendida na Índia depois da água mineral e vende mais que o dobro que a Pepsi. (Valor Econômico) CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra

Mais Alimentos  - Após o Brasil abrir linha de crédito de 167,59 milhões de dólares para financiar a compra de máquinas e implementos para Cuba e Moçambique, faltam apenas definições sobre as garantias dos empréstimos para o começo dos embarques. Apesar de Cuba estar no Caribe, o crédito será semelhante aos países africanos, como Gana e Zimbábue, já clientes do Mais Alimentos. O juro é o mesmo do programa no Brasil - 2% anuais -, mas os estrangeiros gozarão de financiamento mais longo. Enquanto os agricultores familiares brasileiros têm 10 anos para pagar, com até três anos de carência, Cuba, Zimbábue e Moçambique terão 15 anos com três de carência. Em Gana, classificada como pobre e endividada, serão 17 anos com cinco de carência. A diferenciação é questionada por lideranças rurais gaúchas. O presidente da Fetag, Elton Weber, disse que se estas condições forem confirmadas a federação pedirá para que se garantam as mesmas condições na versão nacional do programa. (Correio do Povo/RS)

Barreiras/AR  - A política protecionista argentina já prejudicou pelo menos 80% das empresas gaúchas que exportam para o país, segundo pesquisa da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul). Das 94 empresas ouvidas, 8,3% perderam mais de R$ 10 milhões no ano passado. Suas mercadorias se estragaram ou não embarcarão mais por estar fora de linha. Os danos podem aumentar em 2012. Desde quarta-feira, o governo argentino exige informações prévias sobre todas as importações e não dá prazo para a liberação da entrada dos produtos. "Isso deve ser aplicado a todos os países. O nível de dificuldade [para exportar], pelo menos, será para todos", diz o coordenador de comércio exterior da federação, Cezar Müller. Para contornar o protecionismo, 8,3% das companhias passaram a investir ou planejam produzir na Argentina, segundo a pesquisa. (Folha de SP)

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