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Selectus 3546 (31/08/2010)
DestaqueConseleite/SC - Na reunião do Conseleite/SC, realizada dia 19 de agosto de 2010, o preço do leite padrão, para julho/2010 foi fixado em R$ 0,5599/litro e a projeção do preço para o leite entregue em agosto/2010 é R$ 0,5594/litro, apresentando queda de 4,5% e 0,09%, respectivamente, em relação ao mês anterior. Os preços se referem ao produto posto na plataforma de indústria e com o INSS incluso. O preço de referência do leite padrão projetado pelo Conseleite/SC para o próximo pagamento ficou muito próximo do valor aprovado para julho. No entanto, muitos laticínios trabalham com a hipótese de haver uma nova queda no preço, que dependendo da região, deve variar entre três e seis centavos por litro. (CEPA/SC) Preço/SC - Em termos de volume de leite produzido, este é um período muito favorável a produção no sul do Brasil em relação às regiões do sudeste e centro-oeste, que nesta época apresenta muitas dificuldades para produzir, devido à estiagem e baixa umidade relativa do ar. Contudo, a preocupação do produtor catarinense, com relação aos baixos preços do leite em nível de produtor, se intensifica com a proximidade do início da safra nos estados do sudeste e do centro oeste do Brasil, que a partir de setembro/outubro, deve aumentar a oferta de leite e pressionar ainda mais os preços para baixo. (CEPA/SC) Seca - O churrasco do fim de semana do brasileiro está mais caro. O motivo é o mesmo que dificulta a respiração e o bem-estar dos consumidores, especialmente no Centro-Oeste e Sudeste do país: a seca. A falta de chuva que vem castigando os pastos chegou às gôndolas dos supermercados. Produtos, como a farinha de trigo e o óleo de soja, já sofreram forte alta neste mês. Na contramão vem o leite, cujos preços estão em queda livre. O economista da FGV, André Braz, lembrou que o recuo no preço do leite é reflexo do aumento da oferta no primeiro semestre. Como houve um reajuste elevado em abril, o consumidor foi mais esperto e comprou menos leite quando o produto começou a ficar muito caro. “Isso ajudou a derrubar os preços no meio da entressafra”, acrescentou Braz. (Correio Braziliense) Preços/GO - Edson Alvez Novaes, gerente técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), reforça o raciocínio. Segundo ele, os preços em Goiás estão em queda graças à queda do leite longa vida, que despencou 3,89% em julho e contribuiu com redução de 0,20 ponto percentual no índice de inflação. “Estamos em plena entressafra, os preços do leite estão caindo e segurando uma alta maior no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) medido pela Secretaria de Planejamento do estado de Goiás”, disse. Segundo ele, em julho, o IPC goiano recuou 0,17% e a carne subiu 0,33%. Além do leite, as frutas e as verduras estão segurando a alta nos índices de inflação, pois o cultivo desses produtos é mais favorável quando há menos chuvas, fenômeno conhecido como a âncora verde. (Correio Braziliense) Produção/AR - Os prognósticos indicam que a produção de leite este ano, em algumas regiões argentinas, ficará abaixo da do ano passado. Cristian Cerutti, produtor e assessor de quarenta produtores de Córdoba, explica que o verão foi muito difícil, e mesmo com o aumento atual do volume de leite, a produção total dos pecuaristas de sua região, ficará abaixo do que foi produzido em 2009. O também assessor, Miguel Regis, lembra que a queda maior se sente no número de vacas em lactação, decorrente das baixas prenheses do ano passado. Os preços também estão caindo. Em agosto houve queda de sete centavos, e os grandes produtores receberam 1,35 pesos [R$ 0,7266]. Para setembro existe a perspectiva de serem reduzidos outros cinco centavos, ficando em torno de 1,30 pesos/litro [R$ 0,6997]. (Infortambo – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) Chile - “Estamos vendo sinais do potencial fortalecimento dos preços internacionais nesta estação”. Estas foram as palavras do presidente da Fonterra, Henry Van der Heyden, disse o presidente da Federação Nacional dos Produtores (Fedeleche) Dieter Konow. Isto mostra a inconsistência do argumento da Soprole, para reduzir em 11% o preço ao produtor. “A Fonterra manterá o preço aos produtores, dando um sinal de estabilidade. A decisão da Soprole desafina completamente, já que o argumento da empresa não se sustenta”. (Fedeleche – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) Alemanha - O preço do leite ao produtor, na Alemanha, em julho, ultrapassou os 0,30 €. A média do país foi de 0,307 €, [aproximadamente R$ 0,68/litro] para o leite padrão [3,7% de matéria gorda, e 3,4% de proteína]. Os produtores estão satisfeitos com os aumentos, mas, nas próximas semanas, os preços se manterão estáveis. Os mercados para a manteiga, o queijo e o leite longa vida estão calmos. Para o mercado de queijos, existe alguma perspectiva de alta, uma vez que os contratos firmados antecipadamente foram de volumes baixos. E, a esperança das indústrias é que em razão da seca, a demanda da Europa Oriental aumente. (th-mann.com – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) NegóciosGP Investimentos I - A San Antonio não é o único investimento enroscado da GP. Há mais de um ano, os sócios da administradora de recursos vêm gastando boa parte do tempo renegociando dívidas com credores e tentando encontrar soluções para outras três empresas: Magnesita, Imbra e Leitbom. Em junho deste ano, apenas 20 meses após ter comprado o controle da Imbra por US$ 140 milhões, a GP tomou a decisão radical de se desfazer da rede de consultórios odontológicos pelo valor simbólico de US$ 1. No ano passado, a gestora enfrentou problemas com outro investimento, a Magnesita, maior fabricante de refratários do País. Mas, em agosto de 2009, a GP encontrou uma solução para o problema. O BNDESPar fez um aumento de capital de R$ 350 milhões na companhia. (O Estado de SP) GP Investimentos II - Falta, agora, resolver a vida da Leitbom. Em abril de 2008, no auge da consolidação do setor de lácteos no País, a GP pagou US$ 308 milhões pelo laticínio goiano, um valor já considerado alto pelo mercado. Na ocasião, o objetivo do fundo era criar uma grande empresa no setor. No mês passado, a GP concluiu a transação com a Laep anunciada em março deste ano. O acordo permitia a Leitbom usar as marcas Gloria e Ibituruna, além da Parmalat. (O Estado de SP) Sorvete - As indústrias de sorvete, mercado que movimenta R$ 2 bilhões no País, já começaram a contagem regressiva para o fim do inverno. O setor espera superar a marca histórica de um bilhão de litros. A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis) estima que a produção vai crescer 15% em 2010 na comparação com o ano passado, quando foram produzidos 995 milhões de litros. Entre 2002 e 2009, o consumo do sorvete no País cresceu 40%. Mais recentemente, o aumento da renda, principalmente da classe C, deu novo impulso ao setor. “As classes C e D estão comprando produtos que antes não consumiam e o sorvete é um deles”, afirma Eduardo Weisberg, presidente da Abis. (IG) Consumo - O consumo per capita de sorvetes aumentou 27% em oito anos. Em 2002, cada brasileiro consumia 4 litros/ano. Em 2009, atingiu 5,2 litros e espera-se que esse total chegará a 6 litros em 2010, com um aumento de 15%. Com o consumo em alta, as indústrias já começam a mostrar nos supermercados, padarias e lojas de bairros os lançamentos para a nova temporada de calor. (IG) Regionais - A Jundiá, marca de sorvete da região de Jundiaí, interior de São Paulo, está entre as cinco primeiras marcas mais consumidas no Brasil. No interior paulista, a companhia já é líder de vendas no segmento palito, deixando para trás sorvetes como Magnun, Cornetto, Fruttare e Tablito, da Kibon, de acordo com dados divulgados pela Nielsen. Na mesma esteira estão as marcas Zeca’s, segunda maior na região Nordestes, e a Taruma, quinta marca mais consumida nas regiões de Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro. Segundo o presidente da Associação brasileira das indústrias de sorvete (Abis), as marcas regionais estão ganhando bastante destaque no setor. “Dependendo da região, a participação de mercado das marcas é maior na comparação com as gigantes”, disse. (IG) SetoriaisSoja/EUA - A safra recorde de soja, anunciada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda), pode não ocorrer. Mesmo assim, a safra deverá ser grande e ficar próxima da de 2009. Dois problemas surgiram, segundo o analista Fernando Muraro Jr., da AgRural. O primeiro foi uma epidemia de "síndrome da morte súbita" em Iowa, devido à umidade. O segundo foi a combinação de altas temperaturas e pouca chuva em áreas nos Estados do leste do Meio-Oeste neste mês, durante o enchimento de grãos, afetando o potencial produtivo de parte das lavouras. "A produtividade está mais para a linha de tendência do que para a de supersafra", afirma Muraro. As estimativas iniciais do Usda eram de uma safra de 93,4 milhões de toneladas no período 2010/11. (Folha de SP) Milho - O preço do milho, em Chicago, ontem, atingiu o maior valor em quinze meses, US$ 4,30/bushel [aproximadamente R$ 0,27/kg], o que irá refletir na pecuária, em pouco tempo. A seca russa, que prejudicou a oferta global de grãos, e as perspectivas de redução no rendimento da colheita americana, faz com que analistas projetem um aumento considerável no preço do milho, que poderá inclusive ultrapassar as cotações de dois anos atrás. De junho até agora o preço subiu 17%. (Dairy Herd – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) PI Brasil - A Instrução Normativa nº 27, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que institui o marco legal da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 31 de agosto. O sistema, antes restrito às frutas, passa a valer para toda a cadeia agropecuária. Leite, mel, amendoim, arroz e flores são alguns exemplos. Sustentabilidade é a principal característica dos alimentos obtidos nesse processo. Dados do Ministério da Agricultura mostram que a adoção da produção integrada reduz significativamente o emprego de inseticidas e fungicidas em diversas culturas. (Página Agrícola)> Sustentabilidade - O coordenador de Produção Integrada da Cadeia Agrícola, do Mapa, Adilson Kososki, acredita que a certificação com fundamentos sustentáveis é tendência irreversível. “Há uma mudança de hábitos dos consumidores, que querem alimentos sem resíduos, sem causar danos à saúde e que tenham embutida a visão sustentável, social e ambiental”, afirma. Kososki lembra, ainda, que a rastreabilidade - uma das características da certificação PI Brasil - é outra exigência crescente do mercado internacional. “É preciso que o País se adapte a essas condições para continuar como grande exportador de alimentos”, diz. As boas práticas na produção, com higiene, acondicionamento adequado e embalagem diferenciada garantem maior qualidade e conquistam a confiança do consumidor. (Página Agrícola) La Niña - A partir de junho e julho o fenômeno La Niña se fez cada vez mais presente na Argentina, através de ondas de ar polar, e fortes nevascas, que iam de Ushuaia a Salta, na Cordilheira, até o sul e oeste dos Pampas. O crescimento do fenômeno está começando a tornar evidente, que a intensidade do La Niña será superior ao previsto inicialmente. Serviços meteorológicos da Austrália, Estados Unidos e da Europa concordam que intensas alterações climáticas serão registradas até o outono de 2011. Se esses prognósticos forem confirmados, o La Niña irá afetar, novamente, duas safras agrícolas, 2010/2011 e 2011/2012, semelhante ao que ocorreu em 2007/2008 e 2008/2009. (Infortambo – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) EconomiaIndústria - A produção industrial cresceu 0,40% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das expectativas, entre 0,20% e 1,40%, mas abaixo da mediana, de 0,80%. Na comparação com julho do ano passado, a produção da indústria subiu 8,70%. Neste caso, as estimativas variavam de alta entre 8,00% e 10,00%, com mediana de 9,18%. De acordo com o IBGE, até julho a produção da indústria brasileira acumula altas de 15% no ano e de 8,30% em 12 meses. (Agência Estado) Confiança - O índice de Confiança da Indústria (ICI) divulgado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 0,6% em agosto ante julho, passando de 113,6 para 112,9 pontos, considerando o ajuste sazonal. O número de agosto é elevado em termos históricos, mas é o menor desde novembro de 2009. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria recuou para 84,9%, após atingir 85,1% em julho. No primeiro trimestre, a produção industrial estava em rápida expansão por conta do forte consumo, o que levou o Produto Interno Bruto (PIB) a avançar 2,7% em relação ao trimestre anterior. No entanto, o Nuci apontado entre junho e agosto deste ano ficou abaixo da média dos 12 meses anteriores à deflagração da crise financeira internacional, pois atingiu 85,8% naquele período. (Agência Estado) Refeição - Apesar da queda no preço dos alimentos nos últimos meses, o valor das refeições feitas fora de casa vem subindo, segundo dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em 12 meses, enquanto a alimentação no domicílio aumentou 2,53%, a fora de casa teve alta de 7,90%. A inflação no período foi de 4,60%. A gerente de pesquisa do IBGE Irene Maria Machado afirma que o preço cobrado nos restaurantes não reage imediatamente à variação do valor dos alimentos. No início do ano, o preço de alimentos “in natura” subiu em razão das chuvas. Agora, com a seca em parte do país, os preços do leite e de alguns outros produtos tendem a sofrer variações. (Tribuna da Bahia) Globalização e MercosulImportação - O governo espera implementar, até o final deste ano, o programa Duty Free Quota Free, que prevê a retirada das tarifas de importação cobrada dos 49 países mais pobres do mundo. Mas o programa vem gerando controvérsia entre empresários brasileiros. Industriais e representantes do governo estiveram reunidos, em São Paulo, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para discutir o programa. A grande preocupação da indústria nacional é com a possibilidade de o programa beneficiar países como a China, que poderia usar os países pobres para exportar produtos sem custos para o Brasil, por meio de uma operação triangular. (Agência Brasil) Regras - De acordo com Welber Barral, secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o governo mostrou aos industriais na reunião que serão estabelecidas regras de origem para a entrada de produtos desses países no Brasil, justamente com o propósito de barrar a triangulação. “A questão do Duty Free é um compromisso que o Brasil tem. A Índia e a China, que são outros parceiros importantes, já implementaram. Isso envolve 0,09% das importações brasileiras, excluindo o petróleo. Então, na verdade, o impacto é muito pequeno”, afirmou. (Agência Brasil) |
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