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Selectus 3539 (20/08/2010)
DestaqueTradição - Uma receita que passa de geração em geração, principalmente entre os descendentes de alemães, o kochkäse (queijo cozido), tem sido alvo de polêmicas. De um lado, um prato típico e saboroso. Do outro, a preocupação com a segurança alimentar. Enquanto o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Epagri e as Secretarias de Agricultura da região se mobilizam para tornar o alimento um patrimônio cultural, a Vigilância Sanitária fiscaliza e restringe a comercialização. De acordo com o secretário de Agricultura de Jaraguá do Sul, Ingo Robl, reuniões estão sendo realizadas para discutir o futuro do prato típico. A intenção é que ele seja considerado patrimônio cultural nos municípios de Gaspar, Indaial, Blumenau, Timbó, Pomerode e Jaraguá do Sul. (Correio do Povo) Kochkäse - O kochkäse é uma fonte de renda para os produtores rurais. “Temos que incentivar a produção deste queijo para gerar mais renda aos produtores de leite. Não podemos deixar esta receita se perder”, defende Ingo Robl. A mesma opinião tem a moradora da localidade do Jaraguazinho, Adelina Weiler, 44 anos. Ela conta que aprendeu a receita com a “oma” (avó), mas que hoje o costume de preparar a iguaria é cada vez mais raro. A principal mudança é que antes as famílias deixavam o leite por oito dias parado, até apodrecer, para depois, produzir o queijo. Os antigos também fritavam o queijo antes de consumir. Hoje, as cozinheiras preferem acrescentar bicarbonato de sódio para acelerar o processo e não fritam o produto. (Correio do Povo) Queijos - Assim como o cottage, ricota e frescal, o queijo prato tem uma substância que evita aquela gordurinha que se acumula na barriga. Esses queijos são os que têm menos calorias e colesterol. Em uma porção de 30 g, o cottage tem 30 calorias, o ricota 50 e o frescal 61. “Eles têm 18 ml de colesterol numa porção de 30 gramas. Isto é pouco, muito pouco”, explica Luciana Drumond, nutricionista. Os queijos brasileiros têm alto teor de CLA, ácido linoleico conjugado. Esse ácido é apontado pelos pesquisadores como um aliado da dieta. (Jornal Hoje – Rede Globo) Leite/AL - A campanha de combate à venda do leite clandestino nas cidades do interior do Estado, promovida pela Cooperativa da Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), ganhou o reforço do Ministério Público Estadual (MPE) do município de Arapiraca, a segunda maior cidade do Estado. Na próxima segunda-feira, dia 23, às 10h, várias entidades do setor vão se reunir na sede do MPE, em Maceió, para discutir o melhor caminho no combate à comercialização do leite sem certificação. Pensando na qualidade de vida e na segurança alimentar da população, a CPLA propôs um convênio, onde o leite será pasteurizado na unidade industrial da cooperativada mais próxima. (Alagoas 24 horas) Balde Cheio/MT - O projeto Balde Cheio, criado pela Prefeitura de Cuiabá com vistas à melhoria genética do gado leiteiro das pequenas propriedades da Capital, busca a eficiência da produção leiteira com base na sustentabilidade econômica, ambiental e social dos produtores de leite. Chacareiros e moradores da zona rural recebem capacitação técnica para fazer inseminação artificial com sêmen de touros Girolandos e Holandeses, dando qualidade ao seu rebanho, ao leite que produzem, aumentando, consequentemente, a sua renda. Até agora, cerca de 150 produtores foram capacitados. (Gazeta Digital/MT) Laticínios/China - Pesquisa publicada pela Associação Chinesa para a Qualidade (CAQ, na sigla em inglês), mostrou que atualmente os consumidores chineses possuem pouca confiança na qualidade dos laticínios líquidos. Os consumidores se preocupam muito com a qualidade e a marca do produto e dão menos atenção ao preço. A pesquisa cobriu 27 marcas de 22 cidades grandes e médias incluindo Beijing, Shanghai e Ningbo. Os entrevistados indicaram que o abuso de aditivos, conservantes, o baixo grau de pureza, a falta de informações sobre fabricantes, datas de vencimento e embalagens plásticas anti-higiênicas, foram algumas das razões apontadas para a baixa confiança nos laticínios vendidos no país. Mais de 55% dos entrevistados não concordam com o uso de aditivos. (CRI Online) Produção/Oceania - A produção de leite na Nova Zelândia está apenas iniciando, e na Austrália deverá começar em algumas semanas. Em junho, último mês da temporada, o aumento de 4,6% no volume produzido, ajudou a reduzir as baixas expectativas para a temporada australiana, 2009/20010, que acabou ficando 3,9% menor que a produção de 2008/2009. Por isso os produtores estão otimistas e esperam bons volumes de leite no início da temporada 2010/2011. O clima é típico de inverno, como não se via há muitos anos, e a umidade é suficiente para reabastecer as baixas reservas hídricas. (Usda – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) Preços/Oceania - Analistas acreditam que os produtores poderão recuperar parte das perdas dos últimos anos. Mesmo a queda dos preços do último leilão da Fonterra não está tirando o ânimo do setor. Ela está sendo classificada como um ajuste de preços, e retratou o momento, mas, não deverá afetar muito as cotações futuras. Os compradores continuam cautelosos, mas, os contratos já firmados deverão consumir toda a produção do início da temporada. Os preços das commodities continuam firmes, e os estoques limitados. Veja abaixo a tabela e CLIQUE AQUI para ver o gráfico. (Usda – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)
Europa - A produção Europeia continua em declínio. Em junho/2010, houve queda de 2%, em relação a junho/2009. A queda sazonal deverá ser acelerada com os elevados níveis de calor e umidade das últimas semanas. Em agosto, período de férias para muitos europeus, as atividades comerciais ficam fracas. Existe interesse de compradores russos, mas, como os preços europeus estão sendo considerados elevados, eles procuram alternativas fora do continente. A maior procura tem sido por queijos e leite em pó desnatado. E, exceto a manteiga, as outras commodities possuem estoques para entregas imediatas. As vendas dos estoques de intervenção foram bem vindas. E, é muito provável, que manteiga americana abasteça o mercado europeu nos próximos seis meses. Veja abaixo a tabela e CLIQUE AQUI para ver o gráfico. (Usda – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)
NegóciosGP Investimentos - A GP Investimentos, um dos maiores fundos de private equity do país, negocia a fusão de sua operação de laticínio com a gaúcha Bom Gosto. A GP é dona do laticínio Leitbom e, neste ano, firmou um acordo operacional com a Laep, que controla a Parmalat. Juntos, Leitbom e Parmalat produzem cerca de 700 milhões de litros de leite por ano e ocupam a quinta posição entre os produtores brasileiros, ou pouco mais da metade do 1,3 bilhão de litros que a Bom Gosto, a quarta maior, produziu em 2009. Bom Gosto e Leitbom/Parmalat brigariam pela liderança do mercado, hoje nas mãos da Nestlé, com 2 bilhões de litros produzidos. A GP contratou o Itaú BBA para negociar com o Bom Gosto, mas não comenta o assunto. A Bom Gosto nega as negociações. (Exame) Agrinordeste/PE - O Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, recebe, entre os dias 25 e 27 deste mês, a 18ª edição do Agrinordeste. No evento, empresários, profissionais e estudantes debaterão o desenvolvimento do agronegócio regional e nacional. A entrada é gratuita. “O objetivo do evento é disseminar conhecimento e novas tecnologias referentes ao agronegócio”, observa o coordenador do 18º Agrinordeste, Ricardo Mello. O 18º Agrinordeste promoverá ainda uma mostra de produtos agropecuários - como mel, cachaça e artigos em couro - e o Show de Lácteos, onde os principais fabricantes do setor mostrarão e comercializarão derivados do leite - como coalhada, queijos e iogurte. (Folha de Pernambuco) SetoriaisPreços - O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos (IqPR) pelos produtores de São Paulo caiu 1,66% na segunda quadrissemana de agosto, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA). A queda foi puxada pelo recuo nos preços dos produtos de origem vegetal, que caíram 3,51%. O desempenho só não foi pior devido à valorização de 2,92% nos preços dos produtos de origem animal. As quedas mais expressivas ocorreram nos preços da batata (41,79%) e do tomate para mesa (24,15%), influenciadas pela entrada da safra dos dois produto no mercado paulista. As altas mais significativas foram observadas nos preços da carne de frango (11,89%); da soja (7,33%); do café (3,84%); do milho (3,16%) e da carne suína (2,96%). (Valor Econômico) Soja - Estudo do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) revela que os grandes grupos nacionais e estrangeiros mais que dobraram o tamanho da área de soja plantada em Mato Grosso em cinco anos. De acordo com o estudo, os 20 maiores grupos produtores cultivaram 1,2 milhão de hectares de soja na safra 2009/10, contra 533,7 mil hectares na safra 2004/05, aumento de 130%. Juntos, eles respondem por 20% de toda a soja plantada no Estado, hoje em 6,2 milhões de hectares. Há cinco anos, eles detinham 9% da área. (Valor Econômico) Mais Alimentos - A partir da semana que vem, agricultores familiares poderão comprar colheitadeiras de pequeno porte por meio do Mais Alimentos, programa federal de estímulo ao aumento da produtividade no campo. Após a negociação com Anfavea e a Abimaq, que se estendeu por dois meses, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, anunciou ontem a conclusão do acordo a ser oficializado segunda-feira, na Capital. Os preços oscilarão entre R$ 194 mil e R$ 290 mil, dependendo da versão, e serão válidos para entrega nas propriedades no Rio Grande do Sul. Para outros estados, o valor será mais alto por causa do frete e do ICMS. (Correio do Povo/RS) EconomiaEmprego - Todas as regiões do País registraram elevação no número de empregos formais em julho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho. A Região Sudeste obteve o melhor saldo, com a criação de 90.905 postos de trabalho, seguida do Nordeste, com 40.675 novas vagas. Já a Região Sul, com saldo de 7.586 empregos, teve o melhor resultado para julho desde o início da série histórica em 1992. De acordo com os dados do Caged, a Região Norte registrou elevação de 12.010 postos de trabalho, mas os Estados de Roraima e Amapá registraram a eliminação de 120 e 23 vagas, respectivamente. Na Região Centro-Oeste, o crescimento foi de 10.620 empregos, embora o Distrito Federal tenha perdido 78 postos no mês. (Agência Estado) IPCA-15 - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou deflação de 0,05% em agosto, após mostrar taxa negativa mais intensa, de 0,09%, em julho. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços dos alimentos caíram 0,68% em agosto. Com isso, a contribuição da classe de despesa na formação da taxa do indicador foi negativa, de -0,15 ponto porcentual. Segundo o IBGE, vários alimentos continuaram com os preços em queda, de julho para agosto. Entre os destaques de queda este mês estão batata-inglesa (baixa de 22,06%), tomate (recuo de 21,89%), cebola (queda de 9,26%), açúcar cristal (baixa de 8,10%), hortaliças (queda de 8,00%), feijão carioca (baixa de 4,78%), açúcar refinado (queda de 3,96%) e leite pasteurizado (recuo de 1,93%). (Agência Estado) PIB - Os estrangeiros estão otimistas com o desempenho da economia brasileira nos próximos 12 meses. Para 29% deles, o Produto Interno Bruto (PIB) do País crescerá mais de 6% no período, enquanto outros 59% apostam em uma alta entre 3,6% e 6%. Os dados fazem parte do Monitor da Percepção Internacional do Brasil, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). (Exame) Globalização e MercosulRanking - A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na 8ª posição entre as maiores economias do mundo. Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos. A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a 2ª maior economia do mundo. Já o Brasil supera a Espanha e é a 8ª potência, em termos de Produto Interno Bruto (PIB) nominal. Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na 7ª posição, em 2007, quando ainda vivia um boom econômico. Mas, com 20% de desemprego, um déficit colossal, e uma economia estagnada, perdeu posições. (O Estado de SP) PIB/Venezuela - O Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela caiu 3,5% no primeiro semestre de 2010, depois de registrar uma contração de 1,9% no segundo trimestre do ano, informou o banco central. A queda do segundo trimestre é a quinta consecutiva, o que mantém o país em sua primeira recessão desde 2003. A Venezuela fechou 2009 com um PIB em queda de 3,3%, e o governo espera que a economia cresça 0,5% em 2010. (AFP) |
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