Selectus 3538 (19/08/2010)

Destaque

LAC - A Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina de Responsabilidade Ltda (LAC), localizada em Leopoldina, na Zona da Mata mineira, reviu para baixo a expectativa de crescimento para 2010. A projeção inicial era encerrar o exercício com incremento de 25% no faturamento sobre os resultados do ano anterior. Porém, devido à redução dos preços do leite, em plena entressafra, a expectativa é crescer 15% neste ano. (Diário do Comércio/MG)

Calu - A Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia (Calu), no Triângulo Mineiro, apresentou crescimento próximo a 5% nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período de 2009. O incremento no faturamento não foi expressivo devido à redução dos preços pagos pelo leite em plena entressafra. O valor do litro de leite pago ao produtor está em torno de R$ 0,75, com queda de 6,16% frente aos valores pagos em junho. A expectativa é encerrar 2010 com aumento do faturamento entre 6% e 8% frente a 2009. Mesmo em período de crise no setor leiteiro, a Calu está recuperando o ritmo de crescimento, após apresentar estagnação, em 2009. (Diário do Comércio/MG) CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra.

PAA Leite/SE  - A Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) deve concluir até o final desta semana o processo de pagamento dos produtores que fornecem leite ao Programa de Aquisição de Alimentos na modalidade leite (PAA-Leite). O programa atende diariamente a 33 mil famílias de 35 municípios sergipanos com a distribuição gratuita de 33,4 mil litros de leite, num investimento mensal aproximado de R$ 1,26 milhão. O pagamento foi interrompido durante sete semanas porque, com o aumento do valor pago ao produtor para readequação do preço aos valores de mercado, houve a necessidade de renovar os contratos entre o Estado e as associações de produtores. Antes, o Governo pagava R$ 0,55 por litro de leite e, hoje, o valor é de R$ 0,71. (Plenário)

Queijo de Cabra/CE  - Depois do maior queijo coalho do mundo, produzido em Quixeramobim, os produtores de Quixadá realizam façanha similar, apresentando no enceramento da XXXIII Exposição de Caprinos e Ovinos do Ceará (Expocece), o maior queijo de leite de cabra do planeta, com 120 quilos. Trinta e quatro a mais do que o apresentado no ano passado. Conforme o caprinocultor Beto Macário, responsável pela articulação dos produtores para fabricação do queijo gigante, foram gastos, um mil e duzentos litros de leite, para superar a marca recorde conquistada por eles na última exposição. Quixadá está dando importantes passos para se transformar no maior produtor de leite de cabra do Ceará. Hoje, produz 600 litros por dia. A meta é duplicar a produção nos próximos 12 meses. (Diário do Nordeste)

Produção/AR  - O boletim mensal da Câmara dos Produtores de Leite da Bacia Oeste de Buenos Aires mostra como o clima está afetando o desenvolvimento produtivo da região. A falta ou o excesso de chuvas na província de Buenos Aires, junto com o frio estão contra os pastos. “As condições climáticas reduziram sensivelmente a disponibilidade de volumosos nas fazendas da Bacia Oeste. Apenas em um horário os animais pastam, assim mesmo, com muito cuidado. Porque não está havendo rebrota”, diz o boletim. “É oportuno alertar toda a cadeia e os analistas, de que é melhor não contar com o leite, antes que estejam dentro dos tanques. Porque o clima sempre dá a última palavra, e este ano, parece não ser de alento, durante a primavera”. (Infortambo – Tradução Livre: www.terracvica.com.br)

Preços/AR  - O preço de referência do leite ao produtor, na província de Santa Fé, foi reduzido em oito centavos, ficando em 1,318 pesos por litro. [R$ 0,7142]. Na bacia leiteira de Buenos Aires a situação é similar, com os preços variando entre 1,25 e 1,40, dependendo do volume e qualidade. O boletim mensal da Câmara dos Produtores de Leite da Bacia Oeste de Buenos Aires, afirma que “a relação do preço do leite com o milho continua boa (2,6 kg/litro), mas com a queda de julho, as margens reduzem significativamente. A produção também vem caindo. E, embora não configure uma crise, exige atenção, pois, será durante a primavera que o produtor irá recuperar as perdas dos meses iniciais do ano, obrigando a um bom manejo de pastagens e suplementos, principalmente se o clima não responder positivamente. (La Opinión – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Exportações/AR  - Junto com a queda de preços, caem as exportações. As declarações sobre as exportações realizadas na primeira quinzena de agosto, apontam para um volume de 5.334 toneladas de leite em pó integral, a um preço médio ponderado de US$ 3.278, um valor 10% inferior ao de julho e mais baixo do que fevereiro desse ano. (La Opinión – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Uruguai  - Álvaro Lapido, vice-presidente da Conaprole, confirmou que “as licenças de importação estão sendo liberadas em poucos dias”. A Conaprole não tem encontrado atrasos para liberar a entrada de leite em pó, e alguns lotes de leite tipo longa vida, no mercado brasileiro, que representa 15% do faturamento da Cooperativa. Lapido acrescentou ainda, que estão começando a realizar exportações com as cotações apresentadas no último Leilão da Fonterra. (El País – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

Fusões  - O volume de fusões e aquisições no Brasil cresceu 43% e somou R$ 84,8 bilhões no primeiro semestre. Foi o maior volume para o período, desde 2006, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Foram anunciadas 59 operações. O destaque ficou por conta da aquisição de empresas estrangeiras por brasileiras, que representa 46,6% do total das fusões e aquisições do período. Segundo a Anbima, esse dado mostra o avanço das brasileiras como compradoras globais. Nos seis primeiros meses de 2010 foram feitas 18 operações desse tipo. Boa parte dos negócios, 77,1% do total, foi a compra de empresas europeias por brasileiras. As aquisições entre empresas brasileiras movimentaram R$ 17,8 bilhões. (Agência Estado)

Setoriais

Exportações - As exportações paulistas do setor de agronegócios somaram US$ 10,63 bilhões entre janeiro e julho deste ano, quase 25% mais que em igual intervalo de 2009, informou ontem o Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria da Agricultura do Estado. As importações, por sua vez, cresceram 32% na mesma comparação, para US$ 4,29 bilhões, e assim o superávit setorial em São Paulo subiu "apenas" 20%, para US$ 6,34 bilhões. Esse incremento não foi capaz de evitar o aumento de 131% do déficit da balança comercial total do Estado, que já atingiu US$ 9,27 bilhões este ano. (Valor Econômico)

Consultas técnicas  - A realização de consultas técnicas sobre importação e exportação de animais, vegetais, seus produtos e subprodutos, bem como de insumos agropecuários, ficou mais ágil. As novas regras, para os procedimentos de consultas, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18), determinam que elas sejam protocoladas, primordialmente, nas unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em portos, aeroportos, postos de fronteira ou aduanas mais próximas do demandante, capazes de produzir respostas mais rápidas. “O objetivo é garantir agilidade nas respostas das áreas técnicas às consultas recebidas em todos os estados”, informa o coordenador-geral do Vigiagro, Oscar de Aguiar Rosa Filho. (Mapa)

Financiamento - A normatização do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que financiará projetos agrícolas que contribuem para a redução da emissão de gases de efeito estufa, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (18). As regras de financiamento do programa ABC foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional e constam da Resolução 3.896/2010 do Banco Central do Brasil. O programa ABC vai contar com R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e mais R$ 1 bilhão do Banco do Brasil. Cada agricultor brasileiro poderá contratar, até 30 de junho de 2011, o limite de R$ 1 milhão para a safra. O crédito terá taxa de juros de 5,5% ao ano, com prazo de reembolso de até 12 anos. (Alô Brasília Online/DF)

Economia

IGP-M - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,55% na segunda prévia de agosto, após subir 0,03% em igual prévia de julho. O resultado, anunciado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas que esperavam elevação entre 0,41% e 0,67%, e se posicionou pouco acima da mediana das expectativas (0,54%). A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços por Atacado - Mercado (IPA-M) subiu 0,89% na segunda prévia de agosto, após cair 0,01% em igual prévia de julho, e o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve queda de 0,28%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 0,27%, após registrar elevação de 0,72%. (Agência Estado)

Globalização e Mercosul

Conselho - O Brasil ocupará, a partir de outubro, a presidência anual rotativa do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), criado em 2003 pelo Mercosul. O convite foi feito ontem pela secretária do conselho, Alejandra Sarquis, ao ministro Wagner Rossi. O CAS se preocupa especialmente com a sanidade na região. (Correio do Povo/RS)

OCDE  - Os 32 países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) não registraram crescimento no segundo trimestre em relação ao anterior. O resultado combinado do mau desempenho de suas economias foi puxado pela desaceleração dos EUA e do Japão. O primeiro cresceu 0,6% ante 0,9% nos três primeiros meses. O Japão, 0,1% ante 1,1%. Em conjunto, os países da OCDE - organização que reúne as economias mais industrializadas do mundo - cresceu 0,7% tanto no primeiro trimestre quanto do segundo. Os números só reforçam a fragilidade da recuperação das economias desenvolvidas. (Valor Econômico)

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