Selectus 3537 (18/08/2010)

Destaque

Preços/GO  - Pesquisa realizada pela Secretaria do Planejamento e Desenvolvimento de Goiás (Seplan), referentes aos Índices de Preço aos Consumidor (IPC), mostra que os valores do leite em pó e dos queijos, seguem a tendência nacional. Nos últimos três meses o leite em pó teve aumento de 3%, e o queijo mussarela, 4%. O leite longa vida teve queda, de 9,5%. Mas, para o produtor, a queda foi de 13%. Segundo a presidente da Associação das Donas de Casa de Goiás (ADC-GO), Maria das Graças dos Santos, as oscilações bruscas que têm ocorrido no preço do leite não favorecem o consumo. Ela explica que as promoções realizadas pelos supermercados favorecem o consumidor no primeiro momento. Porém, no dia seguinte, não se sabe se o preço será de R$ 0,99 o litro, ou R$ 3. (Portal Fator Brasil)

Conseleite/RS  - Conforme projeção do Conseleite, divulgada ontem, neste mês, o valor do litro do leite padrão deve ser de R$ 0,5531 frente aos R$ 0,5730 de julho, recuo de 3,47%. Segundo o presidente do Conseleite, Elton Weber, o mercado teve uma pequena reação no que se esperava de julho, já que o valor projetado foi de R$ 0,5706 e fechou em R$ 0,5730. Com isso, a queda sobre junho, que teve preço padrão de R$ 0,5801, fechou em 1,22%. "Ainda não há segurança para apontar uma recuperação de preços", pontuou. Mas o dirigente confia que não haverá aumento na produção nos próximos meses, o que pode auxiliar a equilibrar o mercado. (Correio do Povo/RS)

Uruguai - Em julho, 35% das exportações uruguaias de lácteos foram para a Venezuela, num valor total de US$ 33,3 milhões. Cuba adquiriu 17,75%, seguida pelo México, com 16,82%. O Brasil caiu para o 4º lugar, mas os produtores brasileiros continuam protestando contra a entrada do leite uruguaio, que está sendo responsabilizado pela baixa do preço do produto. “Desde o ano passado sofremos muito com a concorrência uruguaia. Os preços caíram 9% desde junho e a tendência é cair mais 2% em agosto”, disse Nelton de Souza, da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. Houve melhora no comércio lácteo com o Brasil, depois das negociações do governo. De janeiro a junho o Uruguai exportou para o Brasil 18,8 mil toneladas de produtos lácteos, 30% do volume total do leite importado pelo Brasil. (LR 21/Uruguai – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Leite/Uruguai  - Encerrado o exercício 2009/2010, os resultados obtidos pelo setor lácteo, são bons ou muito bons, mas não reflete o ânimo dos produtores. Analisando friamente os resultados econômicos, percebe-se que a atividade recuperou a competitividade, tornando a produção de leite bastante lucrativa diante de outros setores. Mas, existem alguns sinais, que afeta a tomada de decisão do produtor. 1. A relação leite/grão (extremamente favorável no início do ano) está se deteriorando. 2. Problemas cambiais. 3. Estabilidade dos preços da matéria prima, mesmo com a boa recuperação dos preços internacionais. 4. O clima (frio, umidade e lama) prejudica o manejo do rebanho. 5. Conflitos com a Conaprole. (Tiempo/Uruguai – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Insumos/Uruguai  - O assessor técnico, Daniel Zorrilla, da Asociación Nacional de Productores de Leche (ANPL), que acompanha a relação dos preços dos insumos com o leite, por 12 anos, observa que de 1998 a 2007, o índice manteve-se estável, com a média de US$ 0,05 por litro de leite. Em 2008, por quatro ou cinco meses, houve uma explosão, inesperada e anormal, chegando a US$ 0,20 por litro. Depois disso houve uma queda contínua, chegando a US$ 0,04, valor interrompido por uma das maiores secas sofridas pelo Uruguai. Estas oscilações em pouco mais de um ano foi traumática, desequilibrando o sistema produtivo de muitos produtores, que estão pagando as dívidas até hoje. O exercício 2009/2010, encerrou a relação em US$ 0,10. (Tiempo/Uruguai – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

Polo Agroalimentar/AL  - Pelo menos 30 municípios das regiões da Bacia Leiteira e do Semiárido serão beneficiados com as ações do polo agroalimentar, voltados ao fortalecimento da agricultura familiar de Alagoas. Segundo a secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Janesmar Camilo, já foram aprovados recursos na ordem de R$ 12 milhões para viabilizar a implantação do polo. Em Arapiraca, serão instalados cinco laboratórios – química e microbiologia, agrometeorologia, solos e irrigação, hortifruticultura e geração de etanol. Já em Batalha, serão instalados os laboratórios de química e microbiologia, agrometeorologia, derivados de leite, nutrição animal, biotecnologia e produção de ruminantes. “A ideia é promover o empreendedorismo, ou seja, trazer o micro e pequeno empreendedor para o polo agroalimentar”, destacou Janesmar. (Cada Minuto/AL)

Marcas - Aumentou o peso das marcas regionais entre os produtos líderes vendidos nos supermercados brasileiros. Neste ano, 95 empresas regionais ocupam a segunda ou a primeira posição em vendas de alimentos, bebidas, artigos de higiene, limpeza e bazar, aponta a 38ª Pesquisa Nacional de Reconhecimento de Marcas, feita pela revista "Supermercado Moderno". Em 2009, eram 84. O peso das marcas regionais é maior no Sul e na região que engloba Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Estado do Rio de Janeiro. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os supermercadistas citaram, em média, 28 marcas por categoria entre as 3 mais vendidas. Entre Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro foram 24 marcas em média citadas entre as 3 mais comercializadas. (O Estado de SP)

Walmart - A rede ganhou US$ 3,6 bilhões entre abril e junho apesar da queda nas vendas nos Estados Unidos, com o consumidor norte-americano ainda reticente em gastar. O crescimento do lucro se deve em grande parte ao setor internacional, com Brasil, China e México entre os destaques. (Folha de SP)

Setoriais

Milho/PR  - A qualidade e a produtividade do milho de inverno no Paraná podem levar a uma produtividade recorde. Porém, os produtores ainda reclamam dos preços e contam com os leilões de PEP para garantir uma renda melhor este ano. Se no inverno passado o milho não foi bem no Paraná, por conta das geadas, este ano o clima ajudou. Já foram colhidas 66% das lavouras, e a qualidade é avaliada como muito boa. Mesmo com uma área 10% menor, o Paraná deve fechar a colheita do milho de inverno com uma produção 41% maior. A expectativa da Secretaria da Agricultura é passar de 6,3 milhões de toneladas. (Canal Rural)

Economia

Pesquisa - O Brasil continuou a mostrar em julho o segundo melhor clima econômico entre os países da América Latina, perdendo apenas para o Peru, que ocupa a primeira posição. A informação consta da Sondagem Econômica da América Latina. O Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil subiu de 7 para 7,4 pontos de abril para julho. Entre os 11 países pesquisados, quatro apresentaram em julho ICE acima da média regional, que foi de 6,0 pontos. Além do Brasil, Peru (7,1 pontos), Uruguai (6,4 pontos) e Chile (6,4 pontos). Os outros países ainda mostram clima econômico abaixo da média. É o caso de Paraguai (5,2 pontos), Colômbia (5,3 pontos), Argentina (4,5 pontos), México (4,2 pontos), Bolívia (4,5 pontos), Equador (4,1 pontos) e Venezuela (2,7 pontos). (Agência Estado)

Globalização e Mercosul

La Niña  - Depois da seca na Rússia e enchentes no Paquistão, os mercados de commodities podem se deparar com um novo suporte para os preços: o La Niña. O fenômeno climático, causado por uma queda na temperatura das águas do Pacífico, pode alterar a incidência de chuvas e os padrões de temperatura em várias das principais áreas de produção agrícola do mundo. Com os mercados já aquecidos, os negociadores já se preparam para uma longa volatilidade gerada pelo clima. Meteorologistas dizem que as condições do La Niña já começaram e provavelmente se mantenham pelo resto do ano, atingindo seu clímax em dezembro – o que significa que o impacto mais expressivo deve ser sentido no hemisfério Sul, nos celeiros de países como Argentina, Brasil, África do Sul e Austrália. (Faeg)

Alimentos - Terceiro maior exportador de alimentos, o Brasil é apontado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como o maior protagonista na corrida para alimentar a crescente população mundial. Possui custos competitivos e pelo menos 40 milhões de hectares de pastagens "desocupadas", que podem ser rapidamente transformadas em lavouras. Mas, para vencer o desafio, terá que enfrentar um concorrente de peso. Além de produzir e exportar mais, os Estados Unidos tem conseguido avanço maior, proporcionalmente, do que o Brasil no mercado internacional. É o que mostram os dados do primeiro semestre de 2010. Na comparação com os primeiros seis meses de 2009, as exportações agrícolas cresceram 10% no Brasil e 13% nos EUA. (Sindicato Rural de 3 de maio)

Agronegócio - O agronegócio brasileiro faturou US$ 35 bilhões entre janeiro e junho. No mesmo período, a receita norte-americana foi de US$ 53,3 bilhões, quantia semelhante à que o Brasil exportou em 2009, ano de crise, quando os embarques do agronegócio brasileiro somaram US$ 64,8 bilhões, 10% menos do que no ano anterior. Em 2010, mantido o mesmo ritmo no segundo semestre, o setor irá recuperar o terreno perdido e se aproximar do recorde de 2008, quando as exportações agropecuárias somaram US$ 71,8 bilhões. Abalado pela crise, o agronegócio norte-americano exportou 16% menos no ano passado (US$ 96,6 bilhões). Agora, se recupera e quer repetir a façanha de 2008, fechando 2010 com faturamento de três dígitos. (Sindicato Rural de 3 de maio)

Exportações/EUA  - As ações fazem parte da Iniciativa Nacional de Exportação, plano anunciado em janeiro para tirar a economia norte-americana da recessão. Ambicioso, o projeto do presidente Barack Obama promete dobrar as exportações e criar dois bilhões de empregos nos EUA até 2014. Segundo Obama, o aumento de 17% registrado nas exportações, entre janeiro e abril, foi puxado pelo agronegócio, que ampliou seus embarques em 19%. O secretário da Agricultura dos EUA, Tom Vilsack, informou que, para garantir o cumprimento da meta, o USDA "está revisando sua estratégia de exportação em um esforço de vender mais grãos, carnes, lácteos e outros produtos agrícolas para os mercados externos". (Sindicato Rural de 3 de maio )

Índia - Depois de nove meses consecutivos de crescimento acima de dois dígitos, a produção industrial da Índia cresceu 7,1% em junho, em relação ao mesmo mês de 2009. Com isso, o primeiro trimestre do ano fiscal indiano, abril e junho, a Índia cresceu 11,6%, em relação ao exercício anterior, quando o aumento foi de 3,9%. A produção industrial da Índia no último ano fiscal teve crescimento de 10,4%. (Diario Financiero – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

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