Selectus 3536 (17/08/2010)

Destaque

Importações - Os números preliminares da média diária de agosto de 2010 das importações de leite e derivados, em dólar, são 17,72% menores que a média de julho de 2010. Veja no quadro as médias, considerando apenas os dias úteis das importações efetivas em dólar. (www.terraviva.com.br)

Leite/PE  - A produção de leite está voltando ao normal no agreste de Pernambuco. As estradas, destruídas pelas enchentes de junho, foram recuperadas. A malha v iária da Rota do Leite, em Pernambuco, abrange 29 municípios do agreste. Em Bom Conselho, com uma produção de 150 mil litros de leite por dia e oito fábricas de médio e grande porte, o prejuízo, em um mês, foi de mais de um milhão de reais. Até agora, 40% das estradas foram recuperadas, inclusive as três rodovias estaduais essenciais para o escoamento da produção do leite. “Aos poucos está melhorando. Já estão descendo a serra. Está ficando bom”, avaliou o caminhoneiro Jairo Tavares. É um alívio para os produtores. “Não tem mais leite se estragando”, falou o produtor Everaldo Luiz. (Globo Rural)

Preços/NZ  - Os preços caíram, mas não é um novo colapso das commodities, disseram analistas, logo depois do último globalDairyTrade (gDT). “Com o câmbio atual, o pagamento de NZ$ 6,60 por quilo/MilkSolids anunciado em maio, pela Fonterra, está sendo revisto para baixo. E, o mais provável é que fique por volta de 6,00/kgMS, com variação de 20 centavos para cima ou para baixo. Mas, nos Estados Unidos os preços estão firmes, e o mercado futuro, em Chicago, mostra boas perspectivas até o final do ano”, diz o economista James Shortaal da ABS. Por isso é uma surpresa a volatilidade observada na Nova Zelândia. (Rural News – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Produção/NZ  - A produção de leite norte-americana está firme, mas, eles tiveram uma primavera fria e um verão seco. As previsões de aumento substancial da produção na Nova Zelândia e Austrália podem estar impactando nos preços. No entanto, ela pode não vir com a força projetada, e os preços devem se recuperar. Por enquanto a região está sob efeito do fenômeno climático La Niña, que é favorável ao crescimento das pastagens, mas, pode ser de curta duração. (Rural News – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

JBS - A JBS S.A fechou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de apenas R$ 3,7 milhões, 97,1% a menos do que em igual intervalo de 2009, quando havia registrado ganho de R$ 125,9 milhões. Sobre o lucro aquém do esperado, a JBS informou que a maior razão para a queda dos ganhos foi o resultado financeiro afetado pela "alta volatilidade na taxa de câmbio" que impactou as posições de hedge. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 539,8 milhões, quase 2.000% maior do que o resultado negativo de R$ 25,7 milhões do segundo trimestre de 2009. O aumento do uso de capital de giro no período (por causa do aumento nas exportações) também impactou a dívida líquida. (Valor Econômico)

Supermercado - O aumento real do salário mínimo permite que a população compre mais em supermercados. Em média, o brasileiro abasteceu 8% mais vezes sua casa em 2009, e com gastos até 11% superiores, comparado a 2008. Estudo da Associação Brasileira de Atacadistas Distribuidores (Abad) aponta ainda um crescimento de 2,2% no consumo em todos os itens da cesta básica (de higiene e limpeza a gêneros alimentícios) no ano passado. (Correio do Povo/RS)

Setoriais

Fertilizantes - A produção de fertilizantes no Brasil aumentou 13,5% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2009. O volume passou de 3,7 milhões de toneladas para 4,2 milhões de toneladas. A comercialização também seguiu o mesmo ritmo. Nos primeiros seis meses de 2010, foram vendidas 8,6 milhões de toneladas de fertilizantes, um aumento de 4,8% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados ontem no encontro da Câmara Setorial de Insumos, em Brasília, que reuniu representantes do setor para debater a conjuntura e as tendências do mercado de matérias-primas agropecuárias. (Correio do Povo/RS)

Máquinas - A recuperação da economia mundial após a crise financeira do fim de 2008 já provoca uma reação positiva para a indústria de máquinas agrícolas instaladas no Brasil. Além do aumento das vendas internas, influenciado por planos de incentivo do governo federal e de alguns Estados, as vendas externas de tratores e colheitadeiras também dão sinais de retomada. De janeiro a julho de 2010 foram exportadas 9.672 unidades, desempenho 17,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas no mês passado foram embarcadas 1.626 unidades, volume 50,5% superior a julho de 2009. (Valor Econômico)

Otimismo  - A instabilidade dos preços de algumas commodities e o futuro político parecem não influenciar o otimismo do produtor rural brasileiro para a próxima safra. O Índice de Confiança do Agronegócio (ICA) medido pela Kleffmann - dado composto pela compilação de uma série de itens que influenciam a atividade agrícola - passou de 45%, em 2009, para 50% em 2010. O levantamento, realizado pela consultoria de origem alemã especializada em pesquisas de produtos para o agronegócio, identificou que 15% dos agricultores entrevistados têm interesse em aumentar a área plantada na próxima safra. No ano passado, a expectativa de incremento ocorreu para 9% dos entrevistados. (Valor Econômico)

Incentivo/RS  - Para melhorar geneticamente o rebanho leiteiro, o município de Augusto Pestana (RS), criou uma estratégia diferente. Todos os semestres, os produtores de leite trocam as notas fiscais de venda do produto por bônus, que são revertidos para a compra de sêmen bovino. Os produtores que apresentarem os blocos e as notas corretamente no setor de arrecadação de impostos ganham o Bônus de R$ 50,00. No entanto, este valor pode ser bem maior, dependendo da produtividade. A prefeitura paga R$ 0,0015 por litro de leite. O benefício, além de impulsionar a produtividade, também contribui com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), já que agora nenhum produtor deixa de exigir a nota fiscal de venda do produto. (Zero Hora/RS)

Economia

IPC - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável na segunda quadrissemana de agosto com variação de 0,20% - mesmo índice apresentado na primeira semana do mês, informou hoje a Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas (Fipe). Entre os sete grupos analisados pelo indicador apenas dois apresentaram avanços na variação. As categorias que apresentaram desaceleração mais expressiva foram Alimentação (de -0,16% para -0,53%), Educação (de 0,15% para 0,03%) e Despesas Pessoais (de 0,65% para 0,57%). No período, a variação do grupo Saúde recuou de 0,58% para 0,55% e no grupo Habitação houve ligeiro decréscimo de 0,36% para 0,35%. O IPC-Fipe se baseia na faixa de renda familiar de um a 20 salários mínimos. (Valor Online)

Superávit - A balança comercial brasileira registrou superávit de 427 milhões de dólares entre 9 e 15 de agosto, conforme o Ministério do Desenvolvimento. As exportações somaram 4,099 bilhões, com média diária de 819,8 milhões. As importações, 3,672 bilhões (média diária de 734,4 milhões). No mês, o superávit acumula 1,370 bilhão de dólares. No ano, as importações já superam os 104,774 bilhões. (Correio do Povo/RS)

IGP-10  - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou variação de 0,46%, em agosto, segundo informou nesta terça-feira (17) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em julho, a taxa foi de 0,05%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,75% em agosto. Em julho, ficou em 0,02%. Os bens finais registraram taxa de variação negativa, de 0,60%. No mês anterior, foi de -0,32%. Contribuíram para esse resultado o subgrupo alimentos in natura (de -2,37% para -7,27%). (G1)

Caatinga  - O Ministério do Meio Ambiente quer criar o Fundo Caatinga nos moldes do já existente Fundo Amazônia. Falta encontrar uma fonte de recursos sustentável e perene, diz o secretário-executivo do Ministério, José Machado. No caso do fundo da Amazônia, foi firmada uma parceria com o governo da Noruega. Com uma boa gestão de recursos hídricos os nordestinos poderiam ver sua produção anual saltar de cerca de R$ 200/ha para até cerca de R$ 100 mil/ha, nível de retorno de algumas regiões de produção agrícola intensiva na Europa. “Se tornássemos apenas 25% do semiárido irrigável e desenvolvêssemos produtos agregados, poderíamos elevar o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em três vezes”, diz Robson Oliveira, coordenador do Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Eubra). (Economia/IG)

Globalização e Mercosul

Gastos - O gasto per capita dos domicílios latino-americanos formados por pelo menos um consumidor com mais de 50 anos é 15% maior que a média da região, apesar de ser 16% menor (em número de pessoas) em relação à média das famílias. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Nielsen Homescan no Brasil, Chile, México, Porto Rico e Colômbia. No Brasil, os lares sem crianças e com pelo menos um consumidor maior de 50 anos são 16% menores que a média dos lares nacionais, mas seus gastos são 15% mais altos do que o consumo médio das famílias. No Chile, o poder dos "lares maduros" é ainda maior: são 14% menores em relação à média do país e representam 17% do gasto per capita. Esse tipo de domicílio representa 29% dos lares no Brasil, um ponto porcentual a menos do que a média da América Latina, de 30%. (Valor Econômico)

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