Selectus 3535 (16/08/2010)

Destaque

Aconteceu - Entre os fatos de destaque divulgados pelo Selectus na semana anterior estão: preços do leite ao produtor no Estado de SP em julho de 2010; as importações de leite e derivados em agosto de 2010; a produção de leite, no Ceará melhora com a instalação de tanques de resfriamento; preocupação com o aumento das importações de leite UHT e de soro de leite; as exportações e importações de lácteos em julho de 2010; a alta oferta de leite no país já traz impactos nos preços do produto em Minas Gerais; crise no setor leiteiro devido à queda dos preços ao produtor em plena entressafra; produtores de leite brasileiros estão em pé de guerra com o Uruguai e saldo da balança comercial de lácteos em julho de 2010. (www.terraviva.com.br)

Leite/RS  - A pecuária leiteira do Rio Grande do Sul está sendo afetada pelas baixas temperaturas. A produção caiu e o custo do produtor aumentou. Todo esse frio traz reflexos para quem vive no campo. Até os animais sentem as baixas temperaturas. A produção de leite reduz em 15%. Apesar de o gado holandês resistir bem ao inverno, quando o frio vem acompanhado de umidade, o animal perde energia e resistência física. A geada queima o pasto. Aí falta alimento verde. (Globo Rural)

Queijo/CE  - Criadores de Quixeramobim, na região central do Ceará, comemoram o aumento na produção de leite com a fabricação de um queijo de coalho de uma tonelada. Os fogos anunciam a chegada do queijo gigante. A peça tem quase uma tonelada e cerca de dois metros de cumprimento. Foram mais de nove mil litros de leite. Quixeramobim é considerado uma das maiores bacias leiteiras do Ceará com mais de 60 mil cabeças de gado e produção média de 130 mil litros de leite por dia. “A produção leiteira é a base da economia de Quixeramobim”, disse Wilma Almeida, representante do Sebrae. O queijo foi levado para comunidades carentes da região. Todo mundo queria provar um pedacinho desse gigante, que ficou pequeno para tantos degustadores. (Globo Rural)

China  - Pesquisas não detectaram nenhuma prova de que o leite infantil fabricado na China seja responsável pelas anormalidades hormonais encontrados em três crianças da Província de Hubei, declarou o Ministro da Saúde Chinês. Os pais e médicos das três crianças acusaram o leite em pó da fabricante Synutra de ser o responsável pelos altos níveis de estradiol e prolactina detectados, nas três meninas, com idades entre 4 e 15 meses. Mas, análises do Centro de Prevenção e Segurança Alimentar da China não detectaram qualquer anormalidade no teor hormonal de qualquer componente utilizado em toda a cadeia produtiva e industrial que justificasse a acusação imputada ao produto. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Synutra - Em comunicado, a empresa Synutra afirmou que “em nenhuma das fases de produção do leite infantil foi adicionado hormônio sintético, ou qualquer substância proibida”. Foi com satisfação que recebeu o resultado das análises, e colocou à disposição cerca de US$ 1,5 milhão de dólares para financiar pesquisas sobre “puberdade precoce”. A Fonterra também veio a público defender seu distribuidor, assegurando que tem 100% de confiança nos produtos fornecidos pela Synutra. Mesmo assim as ações da empresa perderam 30% do seu valor, na Bolsa de Nova Iorque, na semana passada. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

França - Os produtores de leite franceses conseguiram reabrir as negociações com as indústrias Sodiaal (iogurtes Yoplait), Lactalis (Camembert Président); Bel (Vache qui rit) e Bongrain (Caprice des Dieux). E, exceto a Bel que já concordou em atender as reivindicações dos produtores, as outras empresas permanecem de olho na concorrência alemã. O acordo de junho de 2009 não contemplou esse aspecto. Mas, depois de perderem quase 50% de sua renda no ano passado, os produtores precisam se reequilibrar financeiramente, e podem discutir um índice de competitividade para 2011. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Alemanha - Um regime fiscal mais favorável, propriedades maiores, e produtos lácteos menos diversificados. Essas são as principais razões para que o preço na Alemanha seja menor do que na França, explica Gérard You, economista do Instituto Rural. Na Alemanha o preço do leite é fixado todos os meses, com base em acordos anuais, que indicam as variáveis. Há uma forte ligação entre os preços dos produtos no mercado (manteiga, leites em pó e certos queijos), com o preço pago ao produtor. Em 2007, quando houve aumento dos produtos lácteos no mercado, os produtores alemães chegaram a receber 412 €/tonelada [cerca de R$ 0,97 o litro]. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Competitividade - A competitividade alemã segue a lógica do volume. A indústria é menos diversificada, principalmente no que se refere a queijos, mais dependente de mão de obra, produtos mais elaborados e, portanto, mais caros. Em média, as grandes propriedades na Alemanha do Norte produzem de 400 a 500.000 quilos de leite por ano, contra 300.000 quilos na França. Alguns tipos de produtores recebem subvenções em torno de 2%, e a taxa de 7% do TVA (mais ou menos um ICMS) incidente sobre insumos agropecuários, menor que a francesa de 10,7%, não é recolhida ao estado. Portanto, o produtor pode ganhar entre 7 e 10% mais, em um litro de leite. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Hard-Discount  - O hard-discount é dominante na Alemanha, e os produtos lácteos saem mais baratos para o consumidor, mesmo porque são menos variados e menos elaborados que na França. Em 2009, o leite UHT alemão e os queijos de grande consumo ganharam parte do mercado francês. Quando o mercado torna-se menos concorrencial, com debilidade econômica e o efeito preço é determinante, a Alemanha ganha. A cadeia láctea francesa é mais diversificada, mais rica em produtos e empregos. E, nos dois últimos anos, a cadeia láctea alemã é de baixo custo. Mas, olhando-se a média dos últimos dez anos, o preço pago ao produtor, na Alemanha não é menor do que o que foi pago aos produtores franceses. (Le Point – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

BRF - A Brasil Foods (BRF) registrou lucro líquido de R$ 132 milhões no segundo trimestre deste ano. A receita líquida cresceu 5% entre abril e junho, em relação ao mesmo período de 2009. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 54% no segundo trimestre e a margem Ebitda passou de 7,2% para 10,6% na comparação anual. No mercado interno, o faturamento atingiu R$ 3,883 bilhões, cifra 8% maior que a verificada no segundo trimestre de 2009. O destaque ficou para os produtos processados, que apontaram um crescimento de 5% em volumes. Na atividade de carnes, o faturamento cresceu 5,4% e os volumes registraram aumento de 7,5%. Em lácteos, os volumes foram 17,1% superiores na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. (Brasil Econômico)

Danoninho - A Danone lança o Danoninho UHT Morango, o primeiro produto não perecível da marca. A nova embalagem oferece mais praticidade, pois pode ficar fora da geladeira, o que o torna ideal para as crianças levarem na lancheira ou consumirem a qualquer hora e em qualquer lugar. Assim como outros produtos da marca, Danoninho UHT possui fórmula única, baseada em estudo científico, e entrega a mesma qualidade nutricional do consagrado petit suisse, sem deixar o sabor de lado. Danoninho UHT Morango chega em agosto aos principais supermercados de todo o Brasil, pelo preço sugerido de R$ 0,99. (Potal Beleza Renovada)

Setoriais

Exportações - O Estado do Paraná liderou as exportações das cooperativas brasileiras no primeiro semestre de 2010, com vendas que somaram US$ 840 milhões e foram responsáveis por 42% do total. Os principais produtos exportados foram: grãos de soja (US$ 213 milhões), farelo de soja (US$ 209 milhões), carne de frango (US$ 142 milhões) e óleo de soja (US$ 75 milhões). As cooperativas de São Paulo ocupam a segunda posição, com um total de US$ 676 milhões ou 34% do total. Na terceira posição, estão as cooperativas de Minas Gerais, com US$ 148 milhões, 7% do total exportado pelo País. Os produtos que tiveram mais destaque foram café em grãos (US$ 130 milhões), leite integral em pó (US$ 8 milhões), creme de leite concentrado (US$ 2,4 milhões) e álcool etílico (US$ 2,1 milhões). (Agência Estado)

Legislação/PR  - Produtores de carne, aves, suínos e leite querem a revisão da legislação tributária para manter a competitividade dos produtos nos mercados: nacional e internacional. A pauta de reivindicações foi entregue ao governador Orlando Pessuti no dia 11 de agosto de 2010 por representantes da categoria. Com a legislação vigente, os produtos de outros estados têm um custo menor do que os paranaenses, o que faz com que as empresas paranaenses percam a competitividade nos principais mercados consumidores do país. "Solicitamos ao governador medidas para adequar a legislação atual em relação à malha tributária do ICMS", disse o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná (Sindicarne), Péricles Pessoa Salazar. (Agência de Notícias do Paraná)

Mercado  - O estado de São Paulo é o maior consumidor dos produtos paranaenses, e absorve cerca de 60% da produção. "Mas nossos clientes de São Paulo não aceitam o crédito de ICMS que geramos para eles. Assim, ou eles não compram nossos produtos ou querem um desconto proveniente do crédito na nota", explica Péricles Pessoa Salazar. O mesmo problema enfrenta a indústria de laticínios e derivados. "Do leite longa vida consumido no Paraná, apenas 24% é produzido aqui. Isso se deve à guerra tributária, que torna o produto paranaense menos vantajoso", explica o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (SindileitePR), Wilson Thiesen. (Agência de Notícias do Paraná)

Economia

IPC-S  - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou deflação de 0,19% na quadrissemana encerrada em 15 de agosto, segundo informou nesta segunda-feira (16) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado da segunda prévia deste mês representa a oitava taxa negativa, seguida. De acordo com a FGV, das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do IPC-S, cinco apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a primeira e a segunda quadrissemanas de agosto. Já os grupos que apresentaram fim de queda de preços ou inflação mais forte no mesmo período foram Alimentação (de -1,20% para 1,09%) e Transportes (de 0,21% para 0,29%). (Agência Estado)

Globalização e Mercosul

PIB/Japão  - O crescimento econômico do Japão desacelerou fortemente no segundo trimestre, ficando bem abaixo das expectativas. A estagnação do consumo e a queda das exportações pesaram sobre uma economia já embaraçada pela deflação e pela valorização do iene, limitando o Produto Interno Bruto (PIB) a um crescimento de apenas 0,4% no trimestre abril-junho, em relação ao mesmo período do ano passado, segundo informou o Escritório do Gabinete de Governo. Os dados se somam às preocupações, agora disseminadas, de que a frágil recuperação econômica do Japão possa estar perdendo impulso, na medida em que o crescimento de seus principais mercados de exportação também desacelera. O PIB nominal do Japão caiu 0,9% no trimestre, ou 3,7% em bases anualizadas. (Agência Estado)

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