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Selectus 3533 (12/08/2010)
DestaqueImportações de lácteos - Veja as importações de lácteos em julho de 2010 comparadas com julho de 2009 e junho de 2010. Em seguida, as importações acumuladas de janeiro a julho de 2010 comparadas com o mesmo período de 2009. (www.terraviva.com.br)
Importação - Uma avalanche de leite importado do Uruguai poderá chegar ao Brasil no fim deste ano, quando começar a safra, segundo avaliação de dirigentes das federações de agricultura de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás, que se reuniram ontem em Belo Horizonte. Juntos eles respondem por 68% da produção brasileira. O câmbio atual torna o custo de produção de leite brasileiro em dólar um dos mais altos do mundo, o que desestimula as exportações e torna atraente importar. (Valor Econômico) Uruguai - Os produtores de leite brasileiros estão em pé de guerra com o Uruguai. Aproveitando um mercado de quase 200 milhões de consumidores, o país vizinho, de solos férteis, está despejando sua boa safra de lácteos no mercado nacional. Contando ao seu favor com a revogação das licenças de importação não-automáticas e a ausência de cotas, de janeiro a julho deste ano, o Uruguai exportou para o Brasil 18,8 mil toneladas de produtos lácteos. O percentual representa 30% do volume total de lácteos importado pelo país no período, (CLIQUE PARA VER O GRÁFICO). O resultado é que, em plena entressafra, o preço despenca para o produtor, e ao mesmo tempo é uma atração para os supermercados. O leite uruguaio chega ao país custando aproximadamente R$ 0,63 o litro contra preço médio nacional de R$ 0,72. (UAI/Economia) CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra NegóciosNestlé I - O Brasil caminha para se tornar o terceiro maior mercado para a principal empresa de alimentos do mundo, a Nestlé, superando o tradicional mercado da Alemanha. A multinacional - que foi blindada da crise graças aos países emergentes - indica que está de olho num mercado extra de 1 bilhão de potenciais novos consumidores nos países emergentes em dez anos e alerta: vai continuar a comprar empresas pelo mundo. O caso do Brasil é emblemático entre os emergentes. O País já é desde meados da década o quarto maior mercado para a multinacional, ultrapassando Itália, Reino Unido, Espanha ou Japão. Mas, agora, ameaça passar para a terceira posição. (O Estado de SP) Nestlé II - A flutuação de preços das commodities foi o maior desafio da Nestlé Brasil nesse primeiro semestre. Mas a variação de preços das matérias primas, segundo Ivan Zurita, presidente da companhia no país, não foi suficiente para conter a expansão do consumo. As vendas da empresa atingiram R$ 4,5 bilhões, com crescimento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2009. Mais que o dobro da evolução das vendas mundiais da multinacional (5,7%). "Os preços tiveram um flutuação incrível, mas conseguimos não repassar a maior parte desses aumentos", disse Zurita ao Valor. "Apenas alguns produtos, como o leite, que subiu 18% nesses seis meses, tiveram que ser reajustados, mas mesmo assim não repassamos toda a alta. Absorvemos parte do impacto com gestão de gastos". (Valor Econômico) Insumos - A Nestlé se juntou à crescente lista de multinacionais dos alimentos que começaram a alertar para preços mais altos do chá, do cacau e de outras commodities importantes, o que deve espremer as margens de lucro das empresas e pressionar os preços dos produtos nos supermercados. O custo do leite em pó, do cacau, do café e do trigo tem subido a um ritmo de dois dígitos nos últimos meses, motivando gigantes da alimentação como Danone, Unilever e Kraft Foods a adotar mais cautela para os próximos trimestres. Esses grandes fabricantes de alimentos, acostumados às flutuações das commodities, afirmam ajustar o planejamento para isso. (Valor Econômico) CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra. Walmart - O Walmart Brasil vai acelerar o ritmo de inaugurações de lojas até o fim do ano, disse o presidente da companhia, Héctor Núñez. Segundo ele, foram abertas cerca de 30 lojas até o momento, do total de até 110 previstas para este ano, que devem consumir investimentos aproximados de R$ 2 bilhões. Para 2011, o executivo ressaltou que os aportes destinados à abertura de lojas "continuarão agressivos", sem dar maiores detalhes. Núñez destacou que os investimentos realizados pela companhia no Brasil são os maiores entre os países em que o Walmart atua, excluindo os Estados Unidos. Ele disse ainda que as taxas de crescimento das vendas no Brasil superaram as demais operações internacionais da companhia. (O Estado de SP) SetoriaisSelo Legal/RJ - Desde o lançamento do Selo Produto Legal, a prefeitura, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, já tem colhido os bons resultados. O selo foi lançado no ano passado e neste período já foram certificados 12 produtos. O selo teve o objetivo de garantir a qualidade da produção agropecuária do município, destinando-se à legalização de queijos, laticínios e mel, entre outras mercadorias produzidas na cidade. Para conseguir a conquista do selo, o produtor deve entrar em contato com a Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária, que oferece todo o apoio técnico para que a pessoa interessada consiga regularizar a situação e assim obter todos os benefícios provenientes da legalização. (A Voz da Cidade/RJ) VBP - O valor bruto da produção ("da porteira para dentro") das 20 principais culturas agrícolas do país deverá alcançar R$ 161,104 bilhões em 2010, de acordo com estimativas do Ministério da Agricultura. É praticamente o mesmo projetado no mês passado, mas, representa uma queda de 0,36% na comparação com o resultado de 2009. Em relação ao VBP recorde de 2008, o valor previsto para este ano é quase 5% menor. A soja, apesar de um recuo de 2% na comparação com 2009, segue como o carro-chefe do campo nacional também no que se refere ao VBP. A oleaginosa também lidera a safra de grãos e as exportações do setor. As baixas no VBP de arroz e feijão explicam a baixa geral. (Valor Econômico) Soja/Milho - O Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) divulga hoje dados de oferta e demanda de soja e milho referentes à safra 2009/10. Os números devem indicar produtividade maior e importações de soja, pela China, superiores a 50 milhões de toneladas. (Folha de SP) - A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza hoje mais um leilão de milho, na modalidade Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), ofertando 300 mil toneladas do grão de Mato Grosso. Com este leilão - o 12º do ano para a cultura - o total de milho comercializado via Conab, no Estado, chegará a 7,32 milhões de toneladas. No total, são 11 leilões PEP e 1 Prêmio Equalização ao Produtor (Pepro). De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ainda sobra no estado um volume de aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de milho e, nos estoques da Conab, ainda restam 2,7 milhões de toneladas do grão. (DCI) EconomiaVarejo - A alta de 11,5% no volume de vendas do comércio varejista no primeiro semestre deste ano foi recorde na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Foi o melhor semestre para todos os semestres", afirmou o economista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira. Em termos setoriais, um dos destaques para a composição do resultado foi o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, cujo volume de vendas subiu 10,4% no primeiro semestre deste ano. O técnico comentou que o aumento do poder aquisitivo da população ajudou a estimular o consumo no setor. Além disso, os preços dos alimentos no período permaneceram relativamente comportados no primeiro semestre. (O Estado de SP) Indústria/SP - O nível de emprego na indústria paulista de transformação deve registrar um crescimento de 6% em 2010. Para atingir esse patamar, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que o setor precisará criar até o final de 2010 um pouco mais de 50 mil vagas. No mês passado, o emprego na indústria teve um avanço de 0,50% na série sem ajuste sazonal, o que representou a geração de 12.500 vagas. Com ajuste, o aumento foi de 0,40%. Trata-se do melhor resultado para os meses de julho desde 2005. Já no acumulado do ano, a expansão é de 7,15%, com 167.500 postos de trabalho criados. (Valor Econômico) Globalização e MercosulBrasil/Argentina - A indústria da Argentina está vivendo uma "Brasil-dependência"? De diferentes formas, esse é o debate que começa a crescer no país vizinho, com uma vinculação cada vez mais nítida entre o aquecimento do consumo brasileiro e a expansão da indústria argentina, cujo nível de atividade subiu 12,4% no primeiro semestre. Menções ao Brasil e sua influência sobre o crescimento da Argentina aparecem com destaque, tanto nos boletins de conjuntura da União Industrial Argentina (UIA) quanto nos últimos relatórios de inflação divulgados pelo Banco Central. Segundo a Fundação Mediterrânea, centro de estudos mantido pelo setor privado, a participação do Brasil nas exportações de produtos industriais argentinos deverá alcançar 50% neste ano. Nunca antes houve tanta dependência da demanda brasileira. (Valor Econômico) China - A economia da China apresentou novos sinais de desaceleração, provocando inquietação nas bolsas pelo mundo e temores de que a demanda por commodities - de alimentos a petróleo - perca força nos próximos meses. A produção industrial chinesa cresceu 13,4% em julho em relação ao mesmo mês de 2009. Foi o menor avanço dos últimos 11 anos. Em junho, o crescimento havia sido de 13,7%. As vendas do varejo também cresceram a um ritmo mais fraco - 17,9%, ante 18,3% em junho - e a concessão de crédito foi menor que o estimado. Alguns analistas, no entanto, já se perguntam se os dados recentes de desaceleração da terceira maior economia do mundo não seriam uma indicação de que a dose do remédio ministrada por Pequim não teria sido excessiva. (Valor Econômico) |
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