Selectus 3531 (10/08/2010)

Destaque

Importações  - Os números preliminares da média diária de agosto de 2010 das importações de leite e derivados, em dólar, são 6,49% menores que a média de julho de 2010. Veja no quadro as médias, considerando apenas os dias úteis das importações efetivas em dólar. (www.terraviva.com.br)

Laticínio/AL  - Com a entrega de 80 cabras para 20 famílias dos assentamentos Pacu e Machado, na zona rural de Pão de Açúcar, os agricultores já pensam em reativar o laticínio parado há cerca de três anos por falta de uma produção regular da matéria-prima. De acordo com a presidente da Associação do Assentamento Machado e também diretora da Cooperativa de Agricultores Familiares do Sertão de Alagoas (Cafisa), Luciene Gadi da Costa, com uma produção de 50 litros de leite por dia já será possível reativar o laticínio administrado pela cooperativa. A unidade tem capacidade para processar até 600 litros por dia, mas só esteve em atividade entre os anos de 2006 e 2007. “Agora, com essas novas cabras, vamos ter leite suficiente para reativar o laticínio”, frisou. (Agência Alagoas)

Leite/CE  - A produção de leite, no Ceará, melhora com a instalação de tanques de resfriamento. André Fiuza, trabalhador da agricultura familiar em Várzea Alegre, a 436 km de Fortaleza, fundou, em 2008, uma associação, com 65 criadores. Em 2 anos, a produção de 1.000 litros/dia passou para 4.000. Em parceria com a prefeitura e a Ematerce, a associação dos criadores de Várzea Alegre conseguiu implantar 2 tanques de resfriamento, para onde vem boa parte da produção de leite do município. Treze mil litros de leite resfriados aqui por semana têm venda garantida a R$ 0,67 o litro. (TV Verdes Mares/Ceará)

Importações - A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, manifesta preocupação em relação ao aumento das importações de leite UHT e de soro de leite, principalmente do Uruguai. O déficit na balança comercial de lácteos brasileira chegou a US$ 70,5 milhões no acumulado do primeiro semestre de 2010, valor 38,1% superior ao saldo negativo de US$ 51,1 milhões nos primeiros seis meses do ano passado. (Globo Rural) CLIQUE AQUI para ler a matéria na íntegra.

Conaprole - Mesmo com a nova queda no preço internacional das commodities lácteas, a Conaprole manterá o preço ao produtor no mês de julho, 6,60 pesos o litro, [aproximadamente R$ 0,53/litro]. Nos últimos quatro meses, a tonelada do leite em pó caiu 25% no mercado internacional. Para Gabriel Bagnato, do Instituto Nacional do Leite (Uruguai), a queda das cotações no Leilão da Fonterra demonstra a volatilidade do mercado. “No entanto não se espera que repita um 2009, com preços do leite em pó abaixo de US$ 2.000”, declarou. O estoque nos Estados Unidos e Europa, não são suficientes para derrubar mais os preços. (Espectador.com – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Leite/Chile  - Segundo a oficina de Estudos e Políticas Agrárias (Odepa), o aumento de 8,8% na captação de leite pelas indústrias a nível nacional, no primeiro semestre de 2010, se deveu às condições meteorológicas excepcionais do verão. Junte-se a isso a recuperação da rentabilidade dos produtores, com queda no preço dos insumos e aumento do preço na origem. Dentro desse cenário otimista, as projeções para a captação de leite em 2010, indicam um crescimento entre 10 e 14%, em relação à temporada de 2009. (Fedeleche – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Escândalo/China  - Autoridades chinesas investigam novo escândalo envolvendo leite em pó. Exames realizados em julho em três meninas na capital da província de Hubei teriam detectado níveis de estradiol e prolactina acima dos verificados em uma mulher adulta. As três crianças, com idades entre 4 e 15 meses, teriam sido alimentadas com a mesma marca de leite em pó para bebês. A fabricante afirma que "nenhum hormônio foi acrescentada à fórmula". Wang Dingmian, ex-presidente da associação de produtores de lácteos da província de Guangdong, diz que a origem pode estar no gado. "É pouco provável que os fabricantes adicionem hormônios aos seus produtos, porque isso não os ajudaria a vendê-los ou a passar nos testes. Mas a China ainda não tem uma lei que proíba o uso de hormônios no gado.” (MSN Notícias)

França - O acordo firmado em 3 de junho de 2009, na França, previa aumentos escalonados do preço do leite, no qual a partir de 1º de julho desse ano, o valor seria de 341 euros por 1.000 litros. Alguns industriais não querem efetuar esse pagamento, e a Federação Nacional das Indústrias de Laticínios defende a equiparação dos preços franceses aos praticados na Alemanha. Para as lideranças sindicais, quando houve a queda do preço das commodities lácteas, o repasse aos agricultores foi imediato, mas agora, quando houve recuperação, os industriais não cumprem com os contratos firmados. A reação virá se não houver acordo. (La Marne Agricole – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Preço Justo  - É a crise dentro da grande família dos lácteos. Produtores, cooperativas e industriais não conseguem um entendimento. Qual é o preço justo? Para a Bongrain/Lactalis, 313 euros/ton. Esta solução garantiria a competitividade da cadeia láctea francesas, protegeria 80.000 produtores e 60.000 empregados. Mas não remunera adequadamente os produtores. A Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL) lembra que em 2009, houve drástica redução dos preços na origem, queda na demanda e perda de 50% de sua renda do produtor. Este ano, o mercado se recuperou, o preço do leite ao consumidor aumentou o reajuste que deve chegar aos produtores. Assim o preço justo, para a FNPL é algo próximo a 326 euros. (Yahoo France – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

FrieslandCampina - O preço garantido da FrieslandCampina, a seus associados, para o mês de agosto foi de 33,75 euros por 100 quilos de leite, [Aproximadamente R$ 0,76/litro], o mesmo valor de julho. O preço garantido da cooperativa, que é a média dos preços pagos pelas principais indústrias da Alemanha, Dinamarca, Holanda e Bélgica, ao ficar longe dos 23,50 euros [cerca de R$ 0,53 o litro], garantidos em agosto do ano passado, quando atingiu o menor valor dos últimos anos, indica, pelo menos parcialmente, a recuperação do preço ao produtor a nível europeu. (FrieslandCampina – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

Ijuí/RS  - Está prevista para esta terça-feira (10), às 19h30min, a abertura oficial da XIII edição do Fórum de Produção Pecuária-Leite, no Ginásio II do Campus Universitário, com a presença de diversos pesquisadores e especialistas na bovinocultura de leite. A palestra de abertura, prevista para iniciar às 20h, terá a abordagem do tema: Reprodução em vacas de alta produção de leite. A programação segue na manhã de quarta-feira, com palestras; e, à tarde, atividades de campo, na CCGL TEC, a partir das 14h. A programação completa do evento pode ser conferida através do site www.unicruz.edu.br/forumdoleite. (Rádio Progresso de Ijuí/RS)

Setoriais

Agronegócio/MG  - O Produto Interno Bruto do agronegócio de Minas Gerais deverá encerrar o ano de 2010 com um valor recorde de R$ 91,6 bilhões. A estimativa é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, que projeta o crescimento com base no desempenho do setor nos cinco primeiros meses do ano, período em que o PIB do agronegócio mineiro cresceu 8,48% na comparação com o mesmo período de 2009. Com esse desempenho recorde, o Estado passará a ser responsável por 12,3% do PIB do agronegócio do país. É a maior participação de Minas no cenário nacional nos últimos dez anos. (Agro Notícias)

Leite/MG  - A produção de leite foi o principal destaque entre as atividades da pecuária de acordo com o levantamento do PIB pelo Cepea. Os indicadores são positivos tanto na produção básica quanto no faturamento das indústrias de leite em pó, leite UHT e queijo mussarela. Minas Gerais é o maior produtor nacional de leite, responsável por aproximadamente 30% da produção brasileira. Nos últimos oito anos, o escoamento da produção de leite em Minas foi beneficiado em razão dos investimentos do Governo do Estado na pavimentação e recuperação de estradas. (Agro Notícias)

Agroindústria - A produção da agroindústria brasileira subiu 6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período do ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho do primeiro semestre de 2010 foi superior ao apurado em igual período no ano passado, quando a produção no setor caiu 5,3%, ante o primeiro semestre de 2008, mas se posicionou abaixo da média da indústria geral, cuja produção subiu 16,2%. O IBGE explicou que a alta de 6% da produção agroindustrial deve-se a vários fatores, como safra recorde que está sendo colhida em 2010; aumento moderado do volume e dos preços exportados de algumas commodities; e recuperação na fabricação de máquinas e equipamentos agrícolas. (Agência Estado)

Economia

Balança  - A balança comercial brasileira acumula superávit de 10,176 bilhões de dólares no ano, até a primeira semana de agosto, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. O saldo é 42,7% inferior aos 17,753 bilhões de dólares alcançados em igual período de 2009. Apesar da queda, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) soma 212,380 bilhões de dólares no período, valor 35,3% superior aos 156,981 bilhões registrados no mesmo período de 2009. As exportações totalizam no ano 111,278 bilhões e as importações, 101,102 bilhões. Na primeira semana de agosto (1 a 8), o superávit foi de 943 milhões. (Correio do Povo/RS)

Emprego  - O emprego industrial mostrou alta de 0,5% em junho ante maio, segundo informou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes). Na comparação com junho do ano passado, o emprego industrial registrou aumento de 4,9%. No acumulado de 2010 até junho, o emprego na indústria aponta alta de 2,4%. Nos 12 meses encerrados em junho, há queda de 1,6%. O IBGE informou que, com o resultado anunciado hoje, o índice de média móvel trimestral do emprego industrial, considerado um indicador de tendência para o emprego na indústria brasileira, avançou 0,4% do trimestre encerrado em maio para o finalizado em junho, mantendo a trajetória ascendente iniciada em julho de 2009. (Agência Estado)

IPC - A inflação na cidade de São Paulo, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), acelerou para 0,20% na primeira quadrissemana de agosto, ante a elevação de 0,17% no fechamento de julho. Quatro dos sete grupos pesquisados tiveram aceleração da alta de preços: Transportes (de 0,25% para 0,41%), Despesas Pessoais (0,62% para 0,65%), Saúde (0,49% para 0,58%) e Vestuário, que passou de uma deflação de 0,25% para recuo de apenas 0,04. Houve desaceleração de preços em: Habitação (de 0,37% para 0,36%) e Alimentação (que passou de uma queda de 0,40% para -0,46%). No grupo Educação, os reajustes mantiveram-se no mesmo ritmo da prévia anterior, 0,15%. (Agência Estado)

Globalização e Mercosul

Milho - A quebra nas safras de trigo da Rússia, do Cazaquistão e de países europeus, por causa da seca, deve abrir espaço para o milho brasileiro no mercado internacional. Combinado ao apoio do governo às exportações por meio dos leilões de PEP (prêmio de escoamento de produto), o novo cenário deve permitir que o Brasil alcance - ou até mesmo supere - uma exportação de 8 milhões de toneladas de milho este ano, segundo analistas. Na Europa, o milho concorre com o trigo como matéria-prima para a ração de animais. "A Argentina e a Austrália têm trigo, mas do tipo duro, que não é usado para ração. Neste momento, quem pode atender a essa demanda é o Brasil", argumenta Anderson Galvão, da consultoria Céleres. O país colhe atualmente uma de suas maiores safras de milho: 54,3 milhões de toneladas, de acordo com a Conab. (Valor Econômico)

Grãos/AR  - As exportações de soja e de milho na Argentina poderão ser afetadas porque os trabalhadores que controlam a qualidade desses produtos iniciaram uma greve de dois dias. Os protestos interromperam as operações em todas as unidades de armazenamento do país, segundo informações do sindicato que representa a categoria, conhecido como Urgara. A greve foi anunciada depois que fracassaram as conversações sobre salários, disse a entidade em comunicado. (Valor Econômico)

Clima/UE  - Já atingidos pela crise agrícola, os criadores são as principais vítimas da seca. A cultura de cereais, e, sobretudo, do milho, é afetada pela falta de água, mas as criações de gado e ovelhas, mais ainda. Os problemas começaram com uma primavera muito fria, em que os pastos não brotaram, obrigando os criadores a utilizar as reservas de feno. A seca vem em seguida e a colheita de feno para o inverno, em certas regiões, não chegará nem a 30% das necessidades. Por isso será necessário comprar volumosos, cereais e milho. A venda de volumosos tornou-se extremamente lucrativa, e os preços dos cereais já subiram entre 20% e 50%. Os criadores estão preocupados. As últimas estimativas francesas calculam queda de 3% na produção de trigo, e 10% na colheita de milho. O Ministério da Agricultura da França estuda decretar estado de Calamidade Agrícola, para indenizar os agricultores. (Agrisalon – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Trigo - No ano passado a Rússia exportou 18,3 milhões de toneladas de trigo, uma quantidade só superada pelos Estados Unidos e União Europeia. Com a suspensão das exportações, em decorrência da seca, existe o medo de que se repita a crise alimentar de 2007/08. Mas a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), lembrou que os estoques globais, são suficientes para cobrir a queda de produção prevista, uma vez que tivemos dois anos seguidos de colheitas recordes. Analistas de mercado concordam com esse ponto de vista, e atribuem a alta dos últimos dias a especuladores financeiros. A Rússia, entre 2004 e 2008, estabeleceu altas taxas de exportações de grãos para assegurar o consumo doméstico e manter a estabilidade dos preços. (Ámbito.com – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

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