Selectus 3530 (09/08/2010)

Destaque

Aconteceu  - Entre os fatos de destaque divulgados pelo Selectus na semana anterior estão: produtores de leite de Goiás estão insatisfeitos com o valor pago pelo litro do produto; reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite; as importações de leite e derivados em julho de 2010; produtores de leite da região de Ijuí/RS preocupados com a baixa cotação do produto; o Brasil pretende fechar um acordo comercial entre as indústrias de leite, brasileiras e argentinas; leilão do Nenê; a Nova Zelândia autorizou a importação de produtos elaborados a partir de leite cru, procedentes da União Europeia e Preços na Oceania e Europa. (www.terraviva.com.br)

Preços/SP  - O preço do leite pago ao produtor divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp/Senar-SP), registrou, em julho/2010 o valor de R$ 0,741 para o leite tipo Leite B, e R$ 0,711 para o Leite C Cota. A média de julho/2009 a julho/2010 ficou em R$ 0,748 para o Leite B e R$ 0,675 para o Leite C Cota. Não houve cotação para o Leite Excesso. Foram pesquisados 49 laticínios em 45 municípios. (www.terraviva.com.br) CLIQUE AQUI para ver a série histórica.

Leite/MT  - Com queda média de 35% na produção estadual de leite na entressafra, o preço segue estável, mas com tendência de alta. Em Cuiabá, por enquanto, o leite integral longa vida (UHT) pode ser encontrado a preços entre R$ 1,69 e R$ 2,19 e o leite em saquinho (tipo C), entre R$ 1,09 e R$ 1,49. “A gente projeta um novo aumento de preços em virtude do frio no Centro-Oeste e das geadas no Sul, que afetam as pastagens, reduzem a produção e encarecem o produto”, comentou o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínio do Estado de Mato Grosso (Sindilat), Eldor Sontag. (Folha do Estado/MT)

Preços/MT  - Apesar da perspectiva de aumento no preço ao consumidor, os produtores mato-grossenses estão recebendo menos. De acordo com o coordenador de Pecuária da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Carlos Augusto Zanata, quando houve o reajuste nos preços do leite há dois meses, os produtores eram remunerados em R$ 0,70 o litro. Agora, o preço está em R$ 0,65. Para este ano, a Famato pretende incentivar a expansão da pecuária leiteira em Mato Grosso e estabelecer um preço de referência, a exemplo do que é feito no Paraná. No Estado, a média de produção diária em pequenas propriedades equivale a 68 litros de leite, ao custo médio de R$ 0,40 por litro de leite produzido. (Folha do Estado/MT)

Leite/RS  - Um dos invernos mais rigorosos da década na Fronteira-Oeste tem causado prejuízo em diversos setores da economia agropastoril. Em Uruguaiana, a bacia leiteira tem sido atingida pelas baixas temperaturas e sucessivas geadas, que queimam pastos e dificultam a alimentação do rebanho. Conforme o técnico da Emater Emanoel Torres, os 64 produtores de leite acumulam perdas nos últimos dois meses. A produção média diária, de 16,5 mil litros e que, eventualmente chega a 18 mil litros, caiu 41%. Além da menor produtividade, em razão do clima, a atividade é afetada por custos adicionais com suplementação dos animais. (Correio do Povo/RS)

Leite/PR  - O Paraná produz, por ano, quase três milhões de litros de leite. E a procura por qualidade começa no campo. Na região de Castro, a tecnologia utilizada pelos pecuaristas é uma das mais avançadas. Desde o manejo até a ordenha, os funcionários seguem um rigoroso controle de higiene, e não colocam a mão no leite. As cooperativas da região tiveram que seguir o mesmo caminho. Ao lado da rodovia Ponta Grossa/Castro, a Cooperativa Batavo vai gastar R$ 60 milhões para erguer uma usina de leite que deve começar a operar daqui 2 anos. A Castrolanda, outra grande cooperativa dos Campos Gerais, já fez isso. Na unidade são processados 800 mil litros por dia. Para conhecer um pouco mais da produção de leite Castro, uma das maiores bacias leiteiras do país, e do Paraná, visite a Agroleite 2010, que começa nessa terça (10) e vai até sábado (14). (RPVTV)

Preços  - Como todo início de mês a Fonterra realiza seu leilão e orienta o preço do leite no mundo. Isoladamente a queda de 7,7% no preço do leite em pó integral em agosto, seguido de uma queda de 15,5% em julho, poderia ser motivo de preocupação. “Evidentemente, se esperava o reajuste para baixo, ainda que não fosse tanto”, assegura o agrônomo, Pepe Quintana, analista do setor. Mas, isso pode ter ocorrido um pouco por especulação. A demanda e o crescimento econômico no mundo estão firmes e a oferta limitada. Segundo Quintana, estamos diante de um ajuste de preços, e a situação não deve se complicar. “O que se espera é um preço na faixa de US$ 3.000 a US$ 3.500 a tonelada. Não existem razões para baixas mais importantes, nem estoques no mundo que impliquem quedas mais intensas”. (Infortambo – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Preços/UE  - O preço médio pago pelos principais laticínios europeus, em junho foi de 30,23 euros por 100 quilos [equivalente a R$ 0,70], um reajuste de 22,3%, em relação aos 24,70 euros [R$ 0,57] que foi a média de junho de 2009. Também foi um aumento de 5,6%, em relação aos preços de maio. De acordo com o relatório da LTO, a produção europeia no primeiro semestre deste ano, foi 0,5% menor do que a do ano passado. Ainda de acordo com o boletim da LTO, nos Estados Unidos, o preço médio pago ao produtor foi de 27,87 euros/por 100 quilos [R$ 0,65], um aumento de 56,3% em relação ao mesmo mês de 2009. Na Nova Zelândia, o preço foi de 30,14 euros, [algo como R$ 69], um aumento de 91,1%. (Frisona – Tradução Livre: www.terraviva.com.br)

Negócios

Agrotecno/RS  - A produção de leite gaúcha, em 2009, foi de sete milhões de litros/dia, projetando crescimento de mais de um milhão de litros/dia, em 2010. A região Norte, composta por 70 municípios, com capacidade instalada de cinco milhões de litros/dia, é uma das principais produtoras, mas com grandes desafios. Tendo como premissa auxiliar no desenvolvimento desta cadeia produtiva, acontece de 28 a 30 de setembro, a 4ª Agrotecno Leite, na Universidade de Passo Fundo (UPF), que espera receber mais de 20 mil participantes e 80 expositores. A feira vai oferecer subsídios nas áreas de higiene, armazenamento, transporte, nutrição e saúde dos animais. Meio ambiente e atividades sustentáveis também terão espaço. Programação completa pode ser conferida no site www.agrotecnoleite.com.br. (Universidade de Passo Fundo/RS)

Setoriais

Crescimento - Espera-se, até 2020, crescimento de 37% na produção de grãos, 38% na de carnes, 78% em cana, 37% em papel e celulose. Nas exportações, as estimativas são de expansão de 46% em soja e milho, 71% nas carnes, 223% em etanol e 25% em papel e celulose. (Folha de Londrina/PR)

Adubos  - Apesar de mudanças estruturais importantes e de expansão da produção, o forte incremento da demanda doméstica nos próximos anos tendem a manter elevada a dependência brasileira de fertilizantes importados, conforme estudo do Rabobank. "O cenário vai mudar muito pouco, e com isso os preços internos continuarão sendo guiados pelo mercado internacional", diz Priscilla Richetti, especialista em fertilizantes do Rabobank no Brasil. Entre 1999 e 2009, o consumo brasileiro de fertilizantes cresceu, em média, 5,2% ao ano. Em 2009, as entregas atingiram 22,5 milhões de toneladas, mesmo patamar de 2008. Entre 2009 e 2020, o Rabobank, prevê aumento na taxa anual de 5,7%. (Valor Econômico)

Agronegócio - A crescente demanda mundial por alimentos dá novas chances ao Brasil, grande produtor de commodities, mas impõe também uma série de desafios ao país. Entre eles está o de elevar a produção com menor agregação de área. O tema volta à mesa de discussão nesta segunda-feira, quando a Abag (Associação Brasileira de Agribusiness) reúne representantes de toda a cadeia produtiva e de governos federal e estadual em um congresso em São Paulo. As metas do setor são ambiciosas: elevar a produção de grãos -arroz, feijão, trigo, milho e soja- para 178 milhões de toneladas em uma década, 37% mais do que o obtido na safra 2008/9, e obter receitas de US$ 130 bilhões com exportações, o dobro do valor atual. (Folha de SP)

Economia

Projeção - O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2010, de 11,50% para 11% ao ano, segundo a pesquisa semanal Focus, divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central (BC). Já a projeção para a taxa no fim de 2011 recuou de 11,75% para 11,63% ao ano. A estimativa para o desempenho da economia brasileira em 2010 também sofreu alterações. A previsão para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 7,20% para 7,12%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%. No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 recuou de 11,98% para 11,70%. Para 2011, a projeção para o avanço da indústria caiu de 5,05% para 5,00%. (Agência Estado)

IGP-M  - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou inflação de 0,42% na primeira prévia de agosto, após apresentar aumento de 0,14% em igual prévia do mês passado. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (9) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve alta de 0,75% na primeira prévia deste mês, em comparação com a alta de 0,19% na primeira prévia de julho. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou queda de 0,40% na prévia anunciada hoje, após recuar 0,31% na primeira prévia do mês passado. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) teve elevação de 0,27% na primeira prévia deste mês, após registrar aumento de 0,89% na primeira prévia de julho. (Agência Estado)

IPC-S  - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) continuou em queda no início deste mês. O indicador registrou deflação de 0,18% até a quadrissemana encerrada em 7 de agosto, segundo informou nesta segunda-feira (9) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesta apuração, quatro das sete classes de despesa componentes do IPC-S registraram avanços em suas taxas de variação: Educação, leitura e Recreação (-0,10% para 0,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,42% para 0,49%), Transportes (0,15% para 0,21%) e Habitação (0,23% para 0,27%). Em contrapartida, os grupos: Vestuário (-0,70% para -0,87%), Despesas Diversas (0,95% para 0,91%) e Alimentação (-1,19% para -1,20%) apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. (Jornal do Comércio/RS)

Globalização e Mercosul

Sorvete  - As vendas de sorvete no Oriente Médio e África somaram US$ 2,4 bilhões no ano passado, um aumento de 8% em relação a 2008, segundo dados da consultoria Euromonitor. Apesar da alta inflação na região, em volume as vendas do produto tiveram um crescimento de 4% na mesma comparação. De 2009 a 2014, a previsão da Euromonitor é de que o volume de vendas de sorvetes na região aumente em 20%, principalmente por causa do calor, crescimento demográfico e novas embalagens com mais unidades. Mesmo com o aumento da demanda, a pesquisa mostra que o consumo per capita do produto na região continuará baixo até 2014 (0,5kg) em comparação ao consumo da Europa Ocidental, por exemplo, de 6 kg. (ANBA)

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