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Selectus 3528 (05/08/2010)
DestaqueTaxa/RS - O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Estado do Rio Grande do Sul (Fundesa) pode ganhar em breve mais uma fonte de recursos. Um projeto de lei proposto pelo coordenador da Frente Parlamentar para o Agronegócio da Assembleia Legislativa, deputado Jerônimo Goergen (PP), sugere que alimentos de origem animal, como leite e carne de gado, aves e suínos, que ingressarem no Rio Grande do Sul, oriundos de outros países ou estados, paguem uma taxa que será revertida para o fundo. A previsão é de que o projeto de lei seja votado até novembro. A taxa varia de produto para produto e será recolhida proporcionalmente aos valores cobrados no Estado. (Jornal do Comércio/RS) Queijo - O queijo minas artesanal, feito com leite cru e o 'pingo' drenado do dia anterior, não pode cruzar as fronteiras do Estado, porque a legislação federal só permite o comércio fora de Minas de queijos procedentes de estabelecimentos com registro SIF. Com sabores e aromas complexos e diferentes cores e texturas, os queijos artesanais mineiros foram soberanos neste ano. Seu sucesso (e a polêmica em torno dele) extrapolou aulas e degustações. Resultado: os paulistanos puderam provar o canastra e desmentir o ditado que diz que queijo mineiro bom é só para os mineiros, embora a frase reflita a mais pura verdade - os queijos artesanais da Serra da Canastra são feitos com leite cru, não pasteurizado, e por isso proibidos de cruzar a fronteira mineira. Mas o que o torna tão especial? "É o DNA", acredita o mineiro Rusty Marcellini, um dos produtores do documentário sobre o queijo exibido no Paladar - Cozinha do Brasil. (O Estado de SP) Leite/MG - O III Encontro de produtores de leite do Norte de Minas Gerais, que acontece no Ica - Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, campus regional de Montes Claros, nos dias 10 e 11 de setembro de 2010, terá em sua programação palestras, minicursos e mostra de trabalhos científicos e de extensão. Serão oferecidos cursos nas áreas de qualidade de leite, nutrição e produção de alimentos, dentre outros. Serão publicados, expostos e premiados trabalhos nas seguintes áreas: controle e qualidade de leite e derivados: inspeção e tecnologia; nutrição e produção de leite; práticas agroecológicas e produção de leite; saúde animal e produção de leite; ambiência e produção de leite; administração e economia na produção de leite. O encontro tem por objetivo favorecer a aproximação e o intercâmbio de informações e experiências entre a academia e a sociedade. (O Norte.net) Uruguai - O setor lácteo uruguaio segue com muita expectativa a instalação do megatambo de capital argentino, que espera ordenhar 8.800 vacas, confinadas, da forma como se fazem nos países da União Europeia. Mas, além deste projeto e outros megatambos de capitais estrangeiros que estão funcionando, o investimento neozelandês da New Zealand Farming sustems Uruguay, estará ordenhando, na próxima primavera, 25.000 vacas que correspondem a 8% do plantel leiteiro do país, superando todas as vacas dos produtores da Conaprole que são 13.888 cabeças. Apesar de não serem contra os investimentos, lideranças setoriais estão preocupadas com o impacto desses empreendimentos, no preço de insumos, rebanhos e mão de obra terceirizada. (Punta News – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) gDT - O preço médio de US$ 2.974 do leite em pó integral, obtidos no leilão de agosto no globalDairyTrade (gDT), é 25% menor do que a cotação de abril, e é a primeira vez que fica abaixo de US$ 3.000, desde setembro do ano passado. “Um dólar americano mais forte poderia diminuir as perdas”, disse o economista Doug Steel, do Bank of New Zealand. A recomposição dos estoques depois da crise, junto com as baixas produções na Austrália e Nova Zelândia em decorrência da seca, inflacionaram os contratos a partir do segundo semestre de 2009. Mas, o aumento da produção no Hemisfério Norte, e uma nova recessão à vista, fizeram os preços cair. Mesmo assim a exportação de leite em pó da Nova Zelândia, em maio, foi 13% maior que maio/2009. Os lácteos representam 23% do valor das exportações neozelandesas. (Businesswire – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) Fonterra - A Fonterra pode cortar a previsão de pagamentos aos produtores nesta temporada, depois do quarto mês consecutivo de queda dos preços no globalDairyTrade (gDT). Em maio, o presidente da cooperativa, Sir Henry van der Heyden, anunciou o possível valor de US$ 6,90 a US$ 7,10 por quilo de milksolids, ou mesmo ultrapassar US$ 8/kg/MS, se fossem mantidas as cotações das commodities. Mas, alertou quanto a volatilidade que agora está ocorrendo. De acordo com economistas do banco Goldman Sachs, o mais prudente é que o preço fique abaixo de US$ 6/kg/MS. Mesmo que seja um valor alto pelos padrões históricos, será uma preocupação a mais para os cerca de 15 a 20% de produtores endividados, que estão pagando altos juros aos bancos. (TVNZ – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) França - Diante da recusa dos industriais de reabrirem as negociações em busca de um preço justo para o leite entregue em julho, de forma também unilateral, a Organização dos Produtores de Leite (OPL) mandou a conta: O preço do leite é de 400 €/1000 litros, com base nos seguintes custos: Alimentação = 96,00 €; Outras Despesas Operacionais = 50,00 €; Depreciação = 53,00 €; Custos com Estruturas = 129,00 €; Remuneração do Capital investido = 21,00 €; Subsídios = - 35,50 €; Custo Total da produção = 313,50 €; Remuneração do Trabalho = 86,50 €; Total = 400 €. A organização recomendou aos produtores remeter às indústrias, mediante recibo, a conta assim discriminada. Porque se for necessário, irão à justiça para receberem um preço justo. (Agrisalon – Tradução Livre: www.terraviva.com.br) NegóciosSeminário/GO - Com preços entre altos e baixos, o produtor de leite goiano tem enfrentado mercados cada vez mais competitivos e exigentes na qualidade. Em razão disso, o mercado lácteo e a assistência técnica foram os temas escolhidos para o Seminário Goiás MAISLEITE, que será realizado pelo Sistema Faeg/Senar, no dia 10 de agosto, em Goiânia. A expectativa é de que 300 pecuaristas de leite goianos participem do evento. Na ocasião, também será lançado pelo Sistema Faeg/Senar o Programa Mercado Leite – Gestão de Custos e Riscos na Pecuária de Leite, que visa oferecer ao produtor rural informações sobre gestão, para o controle dos custos de produção objetivando maior rentabilidade. (Faeg) Aquisições - Julho foi agitado em termos de aquisições no setor de alimentos e bebidas, segundo um levantamento do site especializado FoodBev.com. No mês passado, aconteceram 34 aquisições mundialmente - a maioria delas envolvendo menos de US$ 1 bilhão. As áreas mais movimentadas foram a de refrigerantes, com 11 aquisições, a de bebidas alcoólicas, com seis, e a de laticínios, com cinco. Um dos maiores negócios foi a aquisição de 51% da sueca ProViva pela Danone. (Valor Econômico) Pão de Açúcar - O Grupo Pão de Açúcar está investindo R$ 20 milhões na conversão de 16 lojas, sendo dez Compre Bem em São Paulo e seis Sendas no Rio de Janeiro, para o formato Extra Supermercado. Essa é a primeira fase do projeto que vai converter 61 unidades para o formato Extra Supermercado até o fim de 2010, sendo 29 no Rio de Janeiro, e 32 em São Paulo. A previsão da companhia é encerrar a virada de todas as 170 lojas das duas bandeiras até o fim de 2011. (Valor Econômico) Feira/África - As 16 empresas que integraram o estande do Ministério da Agricultura na feira de alimentos Africa´s Big Seven Saitex 2010 poderão fechar negócios de US$ 12 milhões, no próximo ano. Os dois dias do evento em Johanesburgo (África do Sul) geraram negócios de aproximadamente US$ 1,5 milhão. Participaram da missão comercial companhias dos setores de grãos, carnes, cachaça, balas e confeitos, biscoitos, lácteos, molhos, massas e maquinário agrícola. Além dos contatos com importadores sul-africanos, as vendas estenderam-se a outros países do continente, como Quênia, Congo, Namíbia, Zâmbia, Ilhas Maurício, Angola e Moçambique. Compradores dos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Sri Lanka também demonstraram interesse pelos produtos brasileiros. (Mapa) Unilever - A Unilever alertou para um aumento da pressão vinda de rivais e para maiores preços de commodities após divulgar um resultado trimestral abaixo do esperado pelo mercado, com um aumento de 3,6% nas vendas do segundo trimestre, apesar do avanço forte em mercados emergentes. O presidente da Unilever, Paul Polman, alertou nesta quinta-feira para um segundo semestre mais difícil em decorrência da intensificação da concorrência e do aumento de preços de matérias-primas como chá, leite e petróleo, prevendo que os preços de commodities, em geral, cresçam 2%, em 2010. (Reuters) SetoriaisGrãos I - A produção de grãos na safra 2009/2010 será de 147,10 milhões de toneladas. O resultado do 11º levantamento, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta quinta-feira (5), estima colheita recorde, 8,8% superior às 135,13 milhões t da última safra. Em comparação com o levantamento de julho, houve aumento de 345,6 mil t. Os motivos do crescimento são os reajustes dos dados da área de milho nos estados de Goiás e Mato Grosso e da produtividade da soja no Rio Grande do Sul. Outro fator em destaque é a manutenção da produtividade do milho segunda safra em estados do Centro-Sul durante o avanço da colheita. (Mapa) Grãos II - A soja deve fechar a produção em 68,47 milhões t, 19,8% ou 11,31 milhões t a mais que no ciclo anterior. Para o milho segunda safra, o crescimento previsto é de 16,3%, com total de 20,18 milhões t. Toda a produção do cereal deverá atingir 54,38 milhões t, somadas a primeira e a segunda safras, com aumento de 6,6% em relação à temporada passada. O milho primeira safra está quase todo colhido no País e o segunda safra está em andamento em Mato Grosso (92%), Paraná (60%) e Goiás (45%). O arroz e o feijão de primeira e segunda safras já encerraram a colheita, enquanto o de terceira tem 45% colhido. (Mapa) Preços - O trigo continua surpreendendo o mercado e ontem os preços voltaram a subir firmemente. Já soja e milho, mais sensíveis ao mercado externo, tiveram alta internamente. A soja subiu 0,4% em média, conforme cotações apuradas pela Folha em várias regiões produtoras. Já os preços médios do milho registraram alta de 1,3% ontem. No noroeste do Paraná, a saca de soja está a R$ 36 para o produto armazenado em cooperativas. O produtor que mantém soja em armazém próprio consegue R$ 40 por saca. O milho está a R$ 13 por saca. (Folha de SP) EconomiaCesta - O custo da cesta básica recuou em 16 das 17 cidades pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em julho. É o terceiro mês consecutivo em que há queda nos preços na maior parte das cidades. O Rio de Janeiro apresentou a maior queda, com um recuo de 6,6%. São Paulo registrou queda de 3,89%, mas continua com a cesta mais cara: R$ 239,38, 30% a mais que em Aracaju, onde a cesta básica custou em julho R$ 181,04, o menor valor observado. De acordo com o Dieese, o recuo no custo da cesta básica resulta dos menores preços do açúcar, da batata e do tomate - este caiu até 41%. (Folha de SP) IGP-DI - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), diminuiu em julho, em relação à taxa do mês anterior. Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira (5) pela FGV, o IGP-DI de julho foi de 0,22%, ante 0,34% em junho. De acordo com a FGV, os preços ao produtor amplo (IPA) apresentaram uma inflação de 0,34% em julho, resultado 0,09 ponto percentual inferior ao de junho (0,43%). Os principais responsáveis pela redução foram os alimentos in natura, que tiveram queda de 6,46%, ante 0,99%, e os materiais e componentes para construção, com 0,08%, contra uma taxa de 1,09% em junho. O custo da construção (INCC) também ficou menor em julho, com uma taxa de 0,44%. Já os preços ao consumidor (IPC) mantiveram a variação nos dois meses, uma deflação de 0,21%. (DCI) Globalização e MercosulCampanha - Uma campanha promocional da rede de fast food Burger King em Taiwan, chamada "Big", na qual os clientes podiam determinar o número de camadas (até 20) de queijo em seus sanduíches, foi um grande avanço para os fornecedores de queijos dos Estados Unidos. Com a promoção, as vendas aumentaram entre 20 e 30%. A campanha "Big" segue recentes sucessos dos queijos norte-americanos no setor de food service na China e no Japão. O setor de fast food de Taiwan tem crescido cerca de 6% ao ano e as previsões estimam que esse crescimento se manterá entre 6 a 10% anualmente nos próximos cinco anos. As redes de fast food usam mais da metade dos queijos do setor de foodservice em Taiwan, sugerindo que aumentos na demanda são eminentes. (Fispal) |
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