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Selectus 3525 (02/08/2010)
DestaqueAconteceu - Entre os fatos de destaque divulgados pelo Selectus na semana anterior estão: os preços pagos ao produtor de leite caem pelo 2º mês consecutivo; as importações de leite e derivados em julho de 2010; programa Balde Cheio está presente em 22 estados; o Programa do Leite distribui mais de 46 mil litros de leite tipo “C” no Maranhão; preços médios de janeiro a julho de 2010, do litro de leite recebido pelos produtores em 7 Estados; a FAO calcula que a produção mundial de leite, em 2010, será de 712 milhões de toneladas; o Grupo Vencedor começa a montagem da primeira fábrica de leite em pó em MS; a disparada no preço do leite está batendo o ritmo da inflação neste ano; os preços do leite ao consumidor devem voltar a subir; leilão do Nenê e aumento na captação de leite, em Minas Gerais. (www.terraviva.com.br) Leite/GO - Os produtores de leite de Goiás estão insatisfeitos com o valor pago pelo litro do produto. Mesmo na entressafra, os preços estão em queda. O tanque que resfria o leite em poucos minutos é a mais nova aquisição da fazenda Boa Vista, no município de Piracanjuba, a maior bacia leiteira de Goiás. Leandro César investiu na máquina 50 mil reais. E agora está com dificuldades para pagar. “Apesar do volume e da qualidade do leite que nós produzimos, hoje nós estamos conseguindo no máximo empatar os preços de produção”, diz o produtor rural. Entre junho e julho, a média nacional do preço do leite caiu 6%. Em Goiás, a queda foi de 7%, e está em torno de R$ 0,70. (Globo Rural) Resíduos - O Grupo de Trabalho de Resíduos e Contaminantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) relata as ações desenvolvidas para leite e derivados, na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite desta segunda-feira (2), em Brasília. No encontro, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentam dados sobre os custos de produção agrícola. (Mapa) Queijo - Um queijo de 800 quilos desfilou pelas ruas do município de Ipanema (MG), como símbolo da busca de conhecimento e profissionalização dos produtores rurais da Região do Vale do Rio Doce. A cidade quer se tornar referência na produção de leite, principal atividade que move a economia regional. São 1,2 mil produtores reunidos na Cooperativa Agropecuária de Ipanema (Capil), que capta 135 mil litros de leite por dia, dos quais 80 mil são destinados ao processamento de derivados como queijo, manteiga, iogurte e requeijão. O queijo gigante fez parte da programação da 1ª Festa do Queijo e Simpósio do Leite de Ipanema, realizada nesse final de semana. Na fabricação, foram gastos aproximadamente 7 mil litros de leite. (Estado de Minas) Preços/França - Os produtores de leite pediram aos industriais o retorno das negociações, para estabelecer o preço do leite de julho a setembro. Se as coisas não alterarem na próxima semana, estudaremos uma estratégia a ser adotada, reagiu Henri Brichard, presidente da entidade majoritária, Federação Nacional dos Produtores de Leite (FNPL). Os preços atuais estão bem melhores do que no ano passado, sendo incompreensível a má vontade das indústrias. E o anúncio dos preços para o 3º trimestre do ano provocou manifestações, muitas vezes violentas. De acordo com a FNPL, os produtores esperavam entre 330 e 334 euros [R$ 0,76 e R$ 0,77/litro]. Mas, a proposta foi 20 euros menos, 310/1000 litros [R$ 0,71]. (Agrisalon - Tradução Livre: www.terraviva.com.br) Renda/França - Diante do anúncio das indústrias de laticínios francesas (Bongrain, Lactalis e Bel) de um aumento de apenas 13,80 euros/1.000 litros [R$ 0,031/litro], a Organização dos Produtores de Leite (OPL), filiada à Coordenação Rural, se mobiliza, pois, a atitude unilateral dos industriais demonstra o desprezo em relação aos produtores. A OPL também critica a falta de responsabilidade dos signatários do acordo do preço do leite negociado em junho de 2009, deixando o setor ser regido pela Lei da Modernização Agrícola, que instituiu contratos obrigatórios que beneficiam claramente a indústria. Os produtores de leite da França perderam, em 2009, 54% de sua renda, bem mais que a queda média das atividades rurais do país, que foi de 34%. (Agrisalon - Tradução Livre: www.terraviva.com.br) NegóciosQueijo - A comunidade de origem alemã, Colônia Witmarsum no Norte do Paraná, produz queijos finos, conciliando métodos artesanais e padrões de qualidade. Os queijos produzidos pela Witmarsum dividem-se em quatro grupos. Curados: Appenzeller, Emmental e Raclette. Frescos: Minas Frescal e Ricota Fresca. Semimoles: Asiago, Colonial Natural, Colonial Pimenta Verde e Reblochon. Queijos maturados por fungos: Camembert e Brie. O mineiro Rafael Figueiredo, representante da comunidade, abriu a Confraria do Queijo, um espaço onde os apreciadores podem degustar e comprar as variedades produzidas pela Colônia Witmarsum. Pois, para Rafael, há coisas que não se explicam numa página de jornal – é preciso experimentar. (Jornal de Londrina) Supermercado/RS - O IV Congresso Panamericano de Supermercados, que ocorrerá entre os dias 21 e 23 de agosto no Hotel Serra Azul, em Gramado, abriu inscrições pelo telefone (51) 2118-5200 , ou e-mail eventos@agas.com.br. O encontro é organizado pela Associação Gaúcha de Supermercados, promovido pela Associação Latino-Americana de Supermercados. O tema desta edição é "Sustentabilidade na América Latina". Autoridades de 18 países irão participar. (Correio do Povo/RS) SetoriaisSIF - Carnes, presunto, salsicha, manteiga, leite e derivados, mel, peixe e enlatados. Todos os produtos de origem animal comercializados devem ter garantia de qualidade estampada nos rótulos. O selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identifica os alimentos com procedência conhecida, registrados e inspecionados pelo governo. Hoje, cerca de 3.600 estabelecimentos funcionam sob a supervisão do Serviço de Inspeção Federal, sendo 819 habilitados a exportar. (Mapa) Defensivos - Para este segundo semestre, o setor de defensivos prevê aumento de 7% nas vendas. Os motivos são a queda nos preços e a valorização de culturas como soja, milho e cana no mercado. A Fundação Getulio Vargas aponta que 94% dos produtos ficaram mais baratos. Cerca de 70% do faturamento no setor de defensivos ocorre, historicamente, no segundo semestre. (Zero Hora/RS) EconomiaIPC-S - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) fechou julho com deflação de 0,21%, segundo informou nesta segunda-feira (2) a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Das sete classes de despesa pesquisadas até 31 de julho, cinco apresentaram recuo em suas taxas de variação de preços, entre a terceira e a quarta quadrissemana de julho. Os grupos que apresentaram deflação ou desaceleração de preços foram alimentação (de -0,94% para -1,19%), vestuário (de -0,51% para -0,70%), saúde e cuidados pessoais (de 0,54% para 0,42%), educação, leitura e recreação (de -0,07% para -0,10%) e habitação (de 0,24% para 0,23%). As mais significativas quedas de preço foram verificadas em batata-inglesa (- 18,96%), tomate (- 31,28%) e leite tipo longa vida (- 4,99%). (Agência Estado) Classe - Pela primeira vez neste ano, a massa de renda das famílias da classe D vai ultrapassar a da classe B, apontam cálculos do instituto de pesquisas Data Popular. Em 2010, as famílias com ganho mensal entre R$ 511 e R$ 1.530 têm para gastar R$ 381,2 bilhões ou 28% da massa total de rendimentos de R$ 1,380 trilhão. Enquanto isso, a classe B vai ter R$ 329,5 bilhões (24%). A classe B tem renda entre R$ 5.101 e R$ 10.200. O maior potencial de compras, no entanto, continua no bolso da classe C: R$ 427,6 bilhões. (O Estado de SP) Categorias - De oito categorias de produtos avaliados pelo instituto de pesquisas Data Popular, a classe D supera a B, no potencial de consumo de quatro delas, este ano. Alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões), vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões), móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões) e remédios (R$ 9,9 bilhões). Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, os potenciais de consumo das classes D e B são idênticos (R$ 11 bilhões). Os gastos da classe B são maiores que os da D em itens diferenciados: a alimentação fora do lar, lazer, cultura e viagens e despesas com veículo próprio. A dança das cadeiras das classes sociais no ranking do potencial de consumo reflete as condições favoráveis da macroeconomia para as camadas de menor renda. (O Estado de SP) Globalização e MercosulMercosul - Apesar dos constantes contratempos e discussões públicas entre os membros do Mercosul, o comércio dentro do bloco está crescendo e deve somar US$ 41 bilhões neste ano, de acordo com o embaixador do Brasil na Argentina, Enio Cordeiro. Isso em comparação a um comércio de US$ 9 bilhões em 2002 e de US$ 4,5 bilhões em 1991, quando o bloco foi criado. Segundo o embaixador, a maior parte do comércio ocorre entre Brasil e Argentina. Recentemente, as empresas brasileiras investiram mais de US$ 10 bilhões no país vizinho, enquanto os argentinos investiram US$ 4 bilhões no Brasil. (Agência Estado) China - A China superou o Japão e tornou-se a segunda maior economia do mundo, como resultado de três décadas de crescimento acelerado. Dependendo da alta da taxa de câmbio, a China está no caminho para ultrapassar também os Estados Unidos e ocupar o primeiro lugar por volta do ano de 2025, conforme projeções do Banco Mundial, do Goldman Sachs e outros. Entretanto, a renda per capita chinesa (3.800 dólares por ano) é uma fração da japonesa e da norte-americana. (Correio do Povo/RS) PIB/EUA - A economia dos EUA reduziu no último trimestre seu ritmo de crescimento em relação ao início deste ano. O PIB país avançou de abril a junho 2,4% (na taxa anualizada), ante 3,7% nos primeiros três meses do ano. A desaceleração, divulgada pelo Departamento de Comércio, deve-se em parte ao aumento das importações, que tiveram sua maior alta em 26 anos. Enquanto as importações cresceram 28,8%, as exportações subiram apenas 10,3%. Mesmo assim, o presidente Barack Obama, que vem perdendo apoio do eleitorado, procurou interpretar com otimismo os dados. Apesar do otimismo presidencial, especialistas preveem que a economia vá se desacelerar ainda mais no segundo semestre. (Folha de SP) |
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