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Quinta, 08 Setembro 2016 11:54

Melhoram as perspectivas mundiais de colheita de milho, trigo e arroz

Índice FAO Alimentos – O índice FAO dos preços dos alimentos fechou agosto em alta, graças aos outros produtos, que não cereais. Apesar da queda nas cotações dos cereais, diante das perspectivas positivas em relação à colheita mundial de cereais, o preço dos alimentos aumentou. O Índice dos preços dos alimentos ficou em 165,6 pontos, elevação de 1,9% em relação a julho, e quase 7% em relação a um ano atrás.

Este aumento mensal se explica principalmente pelas cotações de queijos e de óleo de palma, mesmo com a baixa em trigo, milho e arroz. A FAO reviu consideravelmente para mais a previsão da produção mundial de cereais para 2016, que poderá atingir 2.566 milhões de toneladas, 22 milhões a mais em relação à previsão de julho.

 

De acordo com o Boletim da FAO sobre oferta e demanda de cereais, esta alta é principalmente devido às previsões de recorde de produção de trigo, e a revisão para mais da colheita de milho nos Estados Unidos. A produção de cereais, reajustada, deverá engordar os estoques e elevar a relação estoque/consumo para 25,3%, criando uma situação (em termos de oferta e demanda) “mais confortável do que aquela prevista no início da temporada”, diz a FAO.

Colheitas abundantes virão

A produção mundial de cereais secundários para 2016 deverá se aproximar de 1.329 milhões de toneladas, 2,1% mais que em 2015, impulsionada pelas previsões de produção de milho mais elevadas em muitos países, e em particular nos Estados Unidos. As previsões relativas à produção de trigo foram também revistas para mais, chegando a 741 milhões de toneladas. Isto se explica, principalmente, pela revisão das projeções de produção da Austrália, América do Norte, Índia e Rússia. Esta última deverá se tornar a maior exportadora de trigo do mundo em 2016/17, ultrapassando a União Europeia, onde o tempo úmido limitou as colheitas este ano. A produção de arroz deverá, igualmente, ultrapassar um novo recorde, chegando perto de 496 milhões de toneladas, e isto principalmente, graças às condições meteorológicas favoráveis na maioria dos países da Ásia, e sobretudo à decisão de muitos agricultores americanos de aderir a essa cultura, atraídos pelos preços relativamente, mais interessantes. A FAO não alterou a previsão no que se refere ao consumo mundial de cereais no próximo ano, que deverá aumentar 1,6%, graças ao milho e em certa medida às reservas de trigo de baixa qualidade, utilizadas na alimentação animal. As previsões da FAO em relação ao comércio de cereais na temporada 2016/17 foram revistas, com 9 milhões de toneladas suplementares, em decorrência da elevada disponibilidade para exportação e dos cereais secundários.

Evolução dos preços retoma tendência de alta

O Índice FAO ponderado do comércio, que permite acompanhar a evolução dos preços dos cinco principais grupos de alimentos nos mercados internacionais, inverteu a tendência de baixa de julho e aumentou em agosto para atingir seu mais elevado nível em 15 meses.

Informações adicionais

  • NUMERO SELECTUS: 5004
  • Fonte da Notícia: FAO – Tradução Livre: Terra Viva
  • Data: Quinta, 08 Setembro 2016

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