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Terça, 18 Junho 2019 13:38

Produtores argentinos começam receber mais que os uruguaios depois de passarem por uma “montanha russa”

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Produção/AR – Os produtores de leite da Argentina começaram a receber mais que seus pares uruguaios depois de atravessarem uma “montanha russa” que deixou muitos pelo caminho.

Em maio passado o preço médio ponderado do leite pago ao produtor da Argentina ao nível nacional por 337 indústrias foi de 14,54 pesos por litro, o equivalente a US$ 0,324/litro, considerando o câmbio médio de referência publicado pelo Banco Central (BCRA).

É  5,1% maior do que o registrado em abril deste ano (US$ 0,308/litro) e 21% superior ao de maio do ano passado (US$ 0,267/litro), segundo dados publicados pelo Departamento Nacional dos Lácteos, com base nas declarações apresentadas ao Sistema de acompanhamento do setor lácteo (Siglea).

 

 

Enquanto no primeiro trimestre de 2018 o valor médio ficou na faixa de US$ 0,29 a US$ 0,30 o litro, devido, fundamentalmente a um câmbio artificial que sofreu uma abrupta desvalorização, derrubando o litro de leite para US$ 0,205/litro em setembro de 2018.

A queda na renda, agravada por adversidades climáticas severas em algumas bacias leiteiras, acelerou o processo de fechamento de fazendas de leite e queda no número de rebanhos leiteiros, o que provocou redução da oferta disponível: entre janeiro e maio de 2019 a produção argentina de leite foi de 3.768 milhões de litros, uma cifra 6% inferior à dos mesmo período de 2018.

Diante da queda na oferta, algumas indústrias foram a campo “roubar” produtores de outras empresas iniciando um ciclo de altas dos preços, impulsionada pela concorrência crescente.

O preço médio ponderado de maio passado (14,54/litro) corresponde a um composição média de 3,72% de matéria gorda e 3,46% de proteína. O leite de maior qualidade (mais de 7,27% de sólidos e menos de 50 CBT e de 200 CSS) foi pago a 14,87 pesos o litro em maio.  

Diferente da Argentina, onde existem muitas grandes e médias indústrias de laticínios, no Uruguai, o principal formador de preços do leite é a cooperativa Conaprole, que exporta a maior parte dos produtos lácteos que elabora.

O último dado oficial disponível, publicado pelo Instituto Nacional do Leite (Inale, mostra que em abril passado o valor médio pago ao produtor de leite ficou em 10,40 pesos/litro (US$ 0,30/litro). Para o mês de maio a estimativa é de que o preço médio seja similar ao de abril.

Ainda que a política da Conaprole seja evitar ajustes abruptos de preços ao seus sócios fornecedores, os valores atuais não cobrem os custos de boa parte das fazendas de leite (especialmente as de menor escala).

O preço médio do leite em pó integral exportado pelo Uruguai foi, em maio passado, de US$ 2.952/tonelada (um valor 5% menor ao do mesmo mês de 2018), enquanto que a manteiga foi de US$ 4.789/tonelada (-14%) e os queijos  vendidos a US$ 4.079/tonelada, teve cotações idênticas às do ano passado, segundo o Inale.

No Uruguai o câmbio real registra uma supervalorização crescente, o que dificulta a competitividade das indústrias exportadoras. Em abril passado, segundo o último dado publicado pelo Banco Central do Uruguai, o câmbio se encontrava em 94,6. No mesmo mês de 2018 e 2017, os valores eram, respectivamente 94,8 e 99,7. Em abril de 2016 a cotação do peso uruguaio era de 106,2.

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  • Fonte da Notícia: valorsoja – Tradução livre: Terra Viva
  • Data: Terça, 18 Junho 2019
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"plano de saúde"