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Terça, 14 Maio 2019 16:29

A produção de leite no meio oeste norte-americano caiu

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Produção/EUA – No primeiro trimestre de 2019, a produção e exportações de lácteos nos Estados Unidos da América (EUA) caíram em comparação com o mesmo período de 2018, particularmente nos estados do Meio Oeste. Mundialmente, o setor lácteo é dominado por poucos atores importantes, e agora enfrentam o desafio da febre suína.

A expectativa é de que a produção de leite continue crescendo em tradicionais países exportadores, mas, a taxas menores do que no passado recente. O setor continua em importantes países como Índia, EUA, e União Europeia (UE), embora o Rabobank tenha expectativa de que haverá crescimento na China, Rússia e Brasil até 2023.

A oferta mundial de leite deverá permanecer estável até 2020. Os EUA estão mostrando um mercado misto, vendo fatores climáticos e geopolíticos impactarem no comércio e produção de lácteos. No primeiro trimestre de 2019 a produção de leite caiu significativamente nos estados de Ohio (-5,1%), Pennsylvania (-6,9%), Illinois (-9,8%) e Virginia (-12,5%), em relação ao primeiro trimestre de 2018, enquanto as exportações de produtos lácteos caíram 11%, no mesmo período.

Outros estados que tiveram quedas significativas forma: Iowa (-1,3%) e Indiana (-3,3%). A maioria dos outros estados mantiveram a produção próxima aos volumes do ano passado, como Wisconsin (+0,4%), Michigan (+0,4%) e Califórnia (+0,7%).

De acordo com a empresa de pesquisa Gira, 57% da proteína láctea foi usada no setor de nutrição em 2018, com previsão de atingir 60% até 2023. Entre todos os produtos de soro de leite, a expectativa de maior crescimento é para a proteína concentrada de soro de leite (WPV) e proteína isolada de soro de leite (WPI), destinadas ao aumento da demanda de produtos de nutrição esportiva.

A maior demanda por WPC vem da China e Sudeste Asiático, enquanto sofrem a concorrência com o crescimento e desenvolvimento de proteínas vegetais, principalmente nos EUA. A proteína de soro de leite é um dos mais caros produtos lácteos em pó no mercado, com previsão de elevada demanda e crescimento de 10,7% até 2023.

A Gira também prevê que a produção de proteína de ervilha e arroz irá crescer 15% em poucos anos. São as fontes de proteína que mais crescem, enquanto a proteína de soja caiu um período e agora encontra-se estagnada.

Grande parte da produção de ingredientes lácteos é comercializada, e tem havido alguns obstáculos no mercado global, como a febre suína na China. Ela é a maior produtora de porcos do mundo, cerca de 50% da produção mundial. Os porcos são os responsáveis por grande quantidade dos lácteos importados para alimentação animal, que agora estão sendo impactados.

De acordo com o Rabobank, a China abatia perto de 700 milhões de porcos por ano antes do surto, e cada um deles consumia pelo menos um quilo de lactose em sua vida. Agora eles estão prevendo 200 milhões menos porcos a serem alimentados em 2019, representando redução de 54 mil a 72 mil toneladas de queda na demanda de lactose.

Isso colocou pressão sobre o comércio com a China e o mercado global de lactose e está afetando as indústrias de suínos em outros países como Vietnã e África do Sul.

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  • Fonte da Notícia: DairyReporter – Tradução livre: Terra Viva
  • Data: Terça, 14 Maio 2019
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"plano de saúde"