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Sexta, 15 Março 2019 16:41

Fonterra faz reestruturação com demissões, mas, mantém segredo

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Fonterra – Funcionários estão sendo despedidos pela Fonterra, mas, a maior empresa da Nova Zelândia não informa qual a reestruturação está sendo realizada, e nem quanto significará em redução de dívidas. Um porta-voz disse a um jornal local que haverá “algumas demissões” como parte das mudanças na estrutura organizacional.

“Não se trata de números. Trata-se de equipes que trabalham com mais eficiência. Houve demissões, mas, algumas novas funções foram criadas”. No site da cooperativa é informado que a maior exportadora mundial de lácteos emprega 22.000 pessoas em todo o mundo.

A empresa, que no ano passado registrou prejuízo de NZ$ 196 milhões e dívidas de NZ$ 6,2 bilhões, disse que se houver mudanças significas elas serão comunicadas ao mercado. A Cooperativa pertence a 10.000 produtores de leite, alguns deles sem direito a voto.

O novo Diretor Executivo, Miles Hurrell, recentemente disse que a companhia está fazendo progressos em sua reestruturação e desinvestimentos com o objetivo de reduzir suas dívidas para NZ$ 800 milhões neste ano financeiro.  

Toda atenção se volta para a companhia que na próxima quarta-feira deverá anunciar resultados financeiros parciais. A expectativa é de que seja anunciado algum plano concreto de venda de ativos.

O mercado não está muito otimista de que os resultados no final do primeiro semestre sejam positivos, dado que no mês passado houve anúncio de que não haverá adiantamento de dividendos, antes do balanço final do exercício financeiro.

No entanto, o novo presidente, John Monaghan, anunciou aumento da previsão do preço do leite ao produtor nesta temporada, destacando a diferença entre a estrutura da Fonterra em termos de valorização das ações e o preço do leite.

Como uma cooperativa de propriedade de produtores, sua razão de ser é pagar o máximo ao agricultor, através do preço do leite. Mas, ao mesmo tempo, ela também funciona como uma empresa comercial ao pagar dividendos. Não houve provisão suficiente de lucros para sustentar o balanço patrimonial quando houvesse perdas de investimentos, como ocorreu nos últimos anos.

O preço das ações da Fonterra caiu mais de 20% desde que seu balanço com resultados negativos foi apresentado no ano passado.

É essencial que de imediato, Monaghan e Hurrell reduzam os elevados custos de juros da Fonterra. A agência Fitch Ratings no início do mês colocou a Fonterra na perspectiva “negativa”, mantendo, por enquanto, sua nota de crédito de longo prazo “A”.  

Informações adicionais

  • NUMERO SELECTUS: 5610
  • Fonte da Notícia: Rural Life – Tradução livre: www.terraviva.com.br
  • Data: Sexta, 15 Março 2019
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"plano de saúde"