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Segunda, 11 Fevereiro 2019 17:37

O Brasil eliminou barreiras e leite em pó do Uruguai terá maior concorrência em um mercado chave

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Tarifas antidumping – O governo de Bolsonaro colocou fim às tarifas antidumping que estava em vigor há 18 anos. Depois de 18 anos de proteção, o governo brasileiro decidiu retirar as tarifas antidumping incidentes sobre as importações de leite em pó da Europa e da Nova Zelândia, dois pesos pesados da produção de leite mundial.

A decisão foi publicada no Diário Oficial na semana passada. Brasil é um dos mercados por excelência para as indústrias uruguaias e liderou as compras de leite em pó que são enviadas para o exterior. Durante 2018, o Brasil foi o segundo destino das exportações de todos os produtos lácteos uruguaios com compras de quase US$ 140 milhões, e uma participação de 20%. O principal destino foi Argélia, responsável por 31% do comércio exterior. A maioria das remessas para o grande parceiro do Mercosul foi de leite em pó correspondente ao faturamento de US$ 100 milhões no ano passado.

Até hoje, o mercado é atendido, predominantemente, pelo Uruguai e Argentina, que aproveita a vantagem geográfica e as tarifas preferenciais do Mercosul (TEC) que hoje está em torno de 28%. Todos os produtos por fora do bloco regional devem pagar essa taxa de importação.

Fim da proteção

A Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia do Brasil que decidiu colocar fim na medida antidumping no dia 6 de fevereiro, argumentou que não constatou a probabilidade de que dumping nas importações de leite em pó causasse danos à indústria doméstica.

Desde 2001, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado o governo para que essas taxas sejam renovadas a cada cinco anos. A alíquota para o leite em pó da União Europeia era de 14,8%, enquanto que para a Nova Zelândia ficava na casa dos 3,9%. A estas taxas, é preciso adicionar a TEC de 28%, tornando praticamente impossível os importadores brasileiros procurarem leite em pó em outras regiões.

O diretor da Cibils-Soto Consultores, Marcos Soto, escreveu em sua conta no twitter que esta medida do governo brasileiro pode trazer junto maior concorrência para o Uruguai, uma vez que terá mais fornecedores de leite em pó e possíveis novas medidas protecionistas que não distinguem a origem do produto.

A medida não caiu bem sobre o setor produtivo brasileiro e as críticas apontaram de imediato para o Ministério da Economia, liderado por Paulo Guedes.

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  • Fonte da Notícia: El Observador – Tradução livre: www.terraviva.com.br
  • Data: Segunda, 11 Fevereiro 2019
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"plano de saúde"