Segunda, 11 Junho 2018 16:34

Perspectivas do mercado lácteo – Oceania – Relatório 23/2018

Leite/Oceania – Este é período do ano em que a produção de leite na Austrália está no menor patamar. É uma oportunidade para fazer manutenção das fábricas sem a interferência do fluxo de leite. O inverno vem chegando, e trouxe chuvas substanciais para o Sudeste da Austrália e que são muito bem vindas

Mesmo que as chuvas sejam bem vindas por trazerem umidade para o solo seco, a persistência delas atualmente traz preocupações em relação ao mofo e fungos que podem atingir os fardos de feno armazenados. A demanda por feno é forte na região, e a ameaça de perda foi tão preocupante a ponto de esgotar os estoques rapidamente. O norte da Austrália também enfrenta escassez na oferta de feno. Alguns analistas acreditam que a demanda irá superar a oferta nos próximos meses. Na Austrália Ocidental existe um intenso comércio de exportação de feno. Este negócio tende a impactar no preço doméstico do feno de qualidade. A meta para agora é a estreia de um índice de preços do leite elaborado pelo governo australiano. Este foi um debate eleitoral. O índice pretende informar os produtores sobre o mercado, indexando as cotações das commodities lácteas, projetando expectativas de preços no ano, identificando preços regionais do leite ao produtor, e fazendo análises diversas.

Nova Zelândia

Historicamente, a temporada começa no dia 1º de junho na Nova Zelândia, e esse dia é chamado do dia em movimento. Tipicamente, em grande velocidade, vacas de leite e famílias mudam de pastagens e de casas. Houve alguns debates sobre a necessidade de cancelar o dia em movimento deste ano em decorrência das preocupações com o mycoplasma bovis (m.bovis). A Nova Zelândia começa o processo de sacrificar vacas de rebanhos afetados. Fazendas contaminadas com m.bovis não poderão movimentar seu rebanho no dia 1º de junho, ou mesmo nunca, a não ser para abate.

No entanto, foi decidido que, para as fazendas e rebanhos não afetados, o movimento das vacas poderá ser realizado com rastreamento, para evitar a propagação de m.bovis. O cancelamento da movimentação tradicional seria inaceitável, especialmente porque o rastreamento é suficiente para prevenir a disseminação de doenças. Outros fatores também estão associados ao movimento dos animais, incluindo o bem-estar animal, uma vez que poderão faltar alimentos em determinados lugares, enquanto haverá degradação de pastagens em outros, durante o inverno.  

Fazendas que perderam seus rebanhos de leite em decorrência da M.Bovis deverão ficar um tempo sem retornar a produção. Depois da remoção das vacas haverá um período inicial de 60 dias. Esse intervalo de tempo será utilizado para limpar e desinfetar a propriedade. Formar um novo rebanho levará um tempo, e observadores consideram que reconstruir a partir do zero é um processo complicado. Um banco acredita que essa reposição levará a um processo inflacionário regional. Os produtores afetados perderão seus programas de melhoramento genético. Portanto, além de perderem em número, também perderão em qualidade. Já o impacto na produção de leite da Nova Zelândia será apenas marginal. Mas, em algumas regiões localizadas o impacto será substancial e difícil. Para os produtores altamente endividados haverá um estresse adicional. Haverá uma competição visível entre os processadores. Acredita-se que a grande cooperativa da Nova Zelândia esteja procurando fornecedores entre os produtores contratados por indústrias concorrentes.

Informações adicionais

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  • Fonte da Notícia: Usda – Tradução Livre: Terra Viva
  • Data: Segunda, 11 Junho 2018
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