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Terça, 14 Novembro 2017 14:34

O consumo de bebidas lácteas cai 22% entre 2000 e 2016

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Bebidas lácteas/EUA – O consumo per capita de bebidas lácteas nos Estados Unidos diminuiu 22%, de 197 libras, [89 quilos], para 154 libras, [70 quilos], entre 2000 e 2016, de acordo com dados da pesquisa econômica do USDA, com queda mais acentuada no leite desnatado ou semidesnatado (curiosamente a venda de leite integral aumentou ligeiramente).

Mas o que os consumidores estão bebendo no lugar? Muitas coisas, desde águas saborizadas, até o café pronto para beber, mas o crescimento de alternativas aos produtos lácteos ocorreu entre os leites vegetais, diz o novo relatório Dairy and Dairy Alternative Beverage Trends in the US, - 4ª Edição. Enquanto alguns consumidores escolhem leites vegetais porque acreditam que eles são mais saudáveis – a convicção dos produtores de leite e de alguns nutricionistas alegam que é um equívoco essa visão – existem outros fatores atrás da queda do consumo do leite fluido, diz o Packaged Facts, autor do relatório.

“Os consumidores não bebem leite por duas razões principais: eles não gostam do gosto do leite, têm algum tipo de alergia ou intolerância ao leite ou à lactose. Alguns consumidores estão preocupados nas implicações sobre a saúde dos hormônios e antibióticos usados na produção do leite, a qualidade do leite em geral, e o teor de gordura”.

Embora as dietas vegetais sejam uma tendência, ela não teve um crescimento significativo na população (15%) que se declararam vegana ou vegetariana, acrescenta a Packaged Facts. No entanto, muitos consumidores estão experimentando alimentos e bebidas vegetais como parte de uma abordagem na flexibilização da alimentação, o que pode explicar a mudança.

Como a indústria de produtos lácteos pode evitar o declínio das vendas de leite?

Como deve a indústrias responder a este desafio? Uma abordagem tem sido ressaltar as deficiências nutricionais (menos proteínas, menos nutrientes) e um lista de ingredientes adicionadas às bebidas vegetais (que alguns críticos dizem ser a maioria água, com adição de açúcar, gomas, estabilizadores e emulsificantes).

Outro tem sido impedir a utilização de alimentos à base de leite vegetal utilizarem a terminologia do setor lácteo para nomear produtos (leite, queijo, iogurte).

A abordagem deve incluir o desenvolvimento de produtos de qualidade superior, com mais cálcio, mais ômega 3, menos açúcar e mais proteína (como por exemplo, Fairlife), ou reivindicar propriedades especiais (como o Leite A2).

Também aumentar o raio de ação, envolvendo o consumidor com seu novo entusiasmo com o leite integral; desenvolvendo mais bebidas prontas para beber onde o leite seja componente chave (smoothies, energéticos, sucos proteicos); e com foco na qualidade/sustentabilidade/bem estar animal, com lácteos feitos a partir de leite de vacas que se alimentam de pastagens, diz a Facts Packaged.

As indústrias de laticínios precisam ser sábias e seguir o exemplo das líderes Dean Foods e Danone, investidos em plantas piloto das companhias (Good Karma Foods, Whitewave), diz o relatório.

“Existem muitas fábricas de bebida de companhias, grandes e pequenas, já estabelecidas com algum tipo de dificuldades. Então as aquisições devem ser consideradas, não apenas para compensar as perdas de vendas de leite, mas para aproveitar as crescentes vendas em mercados alternativos”.

Todos os leites vegetais são iguais?

Seguindo a tendência de bebidas vegetais, cerca de 30% dos consumidores dos Estados Unidos utilizam leite vegetal diariamente, afirma a Packaged Facts, notando, entretanto, que apesar da expansão, as marcas não chegam unidas, com alguns players copiando as credenciais nutricionais de rivais, como o Ripple (leite de ervilha com mais proteína), marca de leite de amêndoa, lançado recentemente, uma “farsa”.

Marcas que oferecem produtos de leite de amêndoa, argumentam que a maioria dos americanos já têm proteína suficiente, e podem escolher produtos vegetais com mais proteína, se isso for importante para eles.

Os consumidores escolhem bebidas vegetais por variadas razões, desde o bem-estar animal, até a sustentabilidade, passando por questões digestivas, bem como a percepção de que são melhores para a saúde.

“O que muitos não percebem é que algumas bebidas vegetais não são fortificadas com minerais ou vitaminas; essas bebidas são baixas em nutrientes, exceto carboidratos, na verdade, o açúcar é muitas vezes o segundo ingrediente, depois da água”, diz Catherine Pound, pediatra e porta-voz da Sociedade Canadense de Pediatria.  

Algumas alternativas aos produtos lácteos são:

Leite de cevada – “Pioneira nesta nova categoria é a Canvas, startup que desenvolveu uma maneira de transformar as sobras de grãos de cevada não utilizados no processo de fabricação de cerveja em uma bebida sustentável de base vegetal – uma ideia vencedora para consumidores preocupados com as questões dos resíduos dos alimentos e sustentabilidade”.

Leite de linho – “O principal apelo para o leite de linho é seu teor [cadeia curta] de ômega-3”.

Leite de cânhamo – “Este é um segmento com potencial de crescimento rápido à medida que os consumidores procurem bebidas vegetais. O cânhamo é uma excelente fonte de ácidos graxos ômega 3, bem como uma boa fonte de proteína vegetal, contendo os dez aminoácidos essenciais”.

Leite de ervilha – “A marca de leite de ervilha Ripple diz que uma porção tem 8 gramas de proteína, o mesmo que o leite de vaca, em comparação com 1 grama de proteína no leite de coco ou amêndoa. E, Ripple tem metade do açúcar do leite de vaca algo – sensibilizando consumidores que observam suas cinturas – e possui 50% a mais de cálcio, vitamina D e ferro”.

Leite de quinoa – “Esta formulação de bebida é relatada como alta em proteínas, fibras, vitaminas e nove dos aminoácidos essenciais. Ele também contém minerais importantes como: magnésio, ferro, cobre, manganês, zinco e fósforo, e tem um baixo índice glicêmico”.

Informações adicionais

  • NUMERO SELECTUS: 5289
  • Fonte da Notícia: Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva
  • Data: Terça, 14 Novembro 2017
Lido 116 vezes Última modificação em Terça, 14 Novembro 2017 15:04
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