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Quinta, 11 Abril 2019 17:40

A guerra de tarifas de Trump pode prejudicar a agricultura e impactar nos produtos lácteos

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Lácteos/NZ – Quando o impasse comercial dos Estados Unidos com a China mostra sinais de distensão, o presidente Trump volta sua artilharia para a União Europeia (UE). Ele pretende algo em torno de US$ 11 bilhões em tarifas como parte do seu plano de “tornar a América grande outra vez”.

Embora o principal foco sejam os subsídios concedidos à Airbus, alegando que prejudicam a Boeing, mesmo que isso já dure 15 anos, a Boeing, atualmente precisa de toda a ajuda possível.

Onde a agricultura entra nessa guerra? As tarifas não se limitam a aviões e motos, queijos e vinhos são arrastados.   

Como os Estados Unidos são os maiores importadores mundiais de queijos, qualquer aumento de tarifa que espante os consumidores irá refletir em outros lugares. Assim, poderemos ver os “top” queijos europeus em torno da Nova Zelândia, se os problemas comerciais persistirem.

Em princípio é uma questão menor para a UE, visto que possuem a confiança do mercado internacional, e podem concorrer no mercado de US$ 360 bilhões da China, e ainda contarem com o México e o Japão que também estão no lado oposto ao de Trump.   

Junte-se isso as incertezas em relação às negociações do Brexit, que a Primeira Ministra Britânica quer ver prorrogado para o final de junho. A UE também não quer uma saída sem acordos, porque poderá trazer grandes prejuízos para ambas as partes. Então, as incertezas continuarão.

Preços elevados

A Westpac, em sua última atualização, prevê desaceleração do comércio de commodities agrícolas, embora os fundamentos ainda sejam fortes. A previsão é de que os preços da Fonterra fiquem em NZ$ 6,40/kgMS, [R$ 1,27/litro], nesta temporada, e NZ$ 7,00/kgMS, [R$ 1,39/litro], para a próxima.

O banco também acredita que as projeções da Fonterra são conservadoras em termos de produção, e que 2018/2019 deverá encerrar com volume bem próximo ao registrado em 2017/2018, o que poderá pressionar as cotações do GDT para baixo.  

A Fonterra em sua reestruturação coloca a “tradição” da Nova Zelândia em seu marketing. A sustentabilidade estará no centro da abordagem, mas não apenas o meio ambiente será destacado, virão juntos o bem-estar animal e das pessoas.

“Sustentabilidade é mais que o meio ambiente. É também olhar para o nosso pessoal, cuidar dos animais, adaptar-se às mudanças dos clientes e às expectativas dos consumidores. Respeitar as comunidades, a terra onde vivemos e trabalhamos”, declarou o diretor Mike Cronin.

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  • Fonte da Notícia: interest.co.nz – Tradução livre: Terra Viva
  • Data: Quinta, 11 Abril 2019
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"plano de saúde"